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“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro de posse de uma bela fortuna deve estar à procura de uma esposa.”

É com essas palavras que Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito publicado em 1813. Uma das escritoras mais famosas do mundo, Jane desafiou as convenções sociais ao criticá-las pelas entrelinhas, pontuando seu livro com toques de humor que só uma observadora perspicaz e uma brilhante escritora poderia unir. Seus recursos de linguagem tinham um alvo específico: a sociedade provinciana inglesa do século XVIII.

Orgulho e Preconceito, livro mais conhecido da escritora, traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta o lar dos Bennet, família com não menos que cinco noivas em potencial: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia, tendo Elizabeth como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Ftzwilliam Darcy. O enredo aborda múltiplos aspectos: orgulho contra o preconceito e a ascendência social, equívocos e julgamentos que conduzem alguns personagens ao sofrimento, porém também os levam ao autoconhecimento e ao amor.

Neste livro, Jane Austen faz uma crítica à futilidade das mulheres do século XVIII na voz de Elizabeth Bennet. A história mostra como ela lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática.

Portanto, o livro pode ser considerado a obra-prima da escritora que, com sua refinada ironia, equilibra comédia e seriedade a uma observação meticulosa das atitudes humanas, desafiando os padrões impostos pela sociedade inglesa daquele período. Segundo o crítico literário Harold Bloom, “os livros de Jane Austen passaram para a posterioridade juntamente com os clássicos de William Shakespeare e de Charles Dickens.”

Referência Bibliográfica: AUSTEN, Jane. Orgulho e preconceito. Tradução de Lúcio Cardoso. São Paulo : Abril Cultural, 1982.

 

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