Resenha do livro “Como fazer uma tese” de Umberto Eco

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O livro “Como fazer uma tese” do autor Umberto Eco é uma das obras que podemos chamar de indispensáveis para a vida acadêmica e para quem pretende construir um trabalho de pesquisa consistente. A partir da leitura do livro é possível entender os processos que levam à construção de uma tese, seja a escolha do tema ou do orientador, até as melhores formas de se fazer a bibliografia da pesquisa.

No primeiro capítulo de seu livro, Umberto Eco procura esclarecer a qual público seu estudo pretende atender, inclusive é neste capítulo que ele diz que o livro não é destinado a pessoas que estão à procura de uma fórmula pronta, ou que querem elaborar uma tese apenas para obter o título de graduando (ou mestre, ou doutor). Neste sentido, o italiano explica que a elaboração de uma tese leva tempo, por isso é recomendado disponibilizar um tempo apenas para a pesquisa.

Na segunda parte do livro, o autor trata da escolha do tema, parte importantíssima, já que o tema do trabalho pode definir se este é possível de ser pesquisado ou não. O autor exemplifica os tipos de “teses”, que podem ser monográficas, quando o tema abrange algo específico, por exemplo, o movimento feminista em Aracaju. O pesquisador também pode fazer releituras de temas que já foram pesquisados acrescentando algo novo. Existem também teses teóricas no qual o estudante desenvolverá um tema totalmente novo, pode ser uma tese científica ou apenas um discurso político, se a escolha for a científica, esta terá que demonstrar além de grau de confiabilidade também precisará mostrar importância para a sociedade. O autor explica também que se o estudante desejar trabalhar com um pensador estrangeiro, se faz necessário trabalhá-lo na sua língua original, pois as traduções muitas vezes podem esconder detalhes no texto. Com isso, Umberto Eco exalta a importância de se falar línguas estrangeiras.

No capitulo três é explicado como deve-se manusear o material usado na pesquisa, sendo recomendado traçar uma bibliografia de base para a pesquisa mesmo antes de começá-la de fato, desta forma sabe-se em que terreno pretende-se pisar. Visitar bibliotecas em busca do material e construir fichas de leitura também faz parte do processo. Aqui também aparece a distinção de fonte primária e secundária.

O quarto capítulo é uma contribuição muito interessante, pois indica a melhor forma de ser fazer citações no texto, ainda é explicado sobre como fazer os fichamentos que ajudarão na pesquisa. Também nesse capítulo o autor indica como começar a pesquisa: escrevendo o título, índice e introdução da tese. Estes podem mudar durante a pesquisa, o que não é o problema, já que eles servem apenas para dar início ao trabalho.

No quinto capítulo, talvez mais esperado por aqueles que leem o livro “Como fazer uma tese”, Eco dá contribuições não apenas pontuais como também bastante significativas na construção de uma tese: a definição dos principais termos que você usará na sua tese, e uma excelente forma de introduzir a redação.

O livro ajuda em vários aspectos, primeiramente indica possíveis erros que o pesquisador poderia cometer como, por exemplo: escolher um tema que não está ao seu alcance. É possível entender como se deve iniciar a pesquisa sabendo a bibliografia que será usada e onde encontrar a mesma e como deve ser a relação com o orientador. Fica bem claro que é preciso aprender outras línguas para poder construir boas pesquisas e se sair melhor na vida acadêmica. “Como se faz uma tese” de Umberto Eco é um aprendizado interessante e enriquecedor.

 

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