Condições de vida sub-humanas, trabalhos forçados, liberdade suprimida, castigos, dor e morte. Esses são alguns dos fatores que marcam o sistema escravista. Este, quando implantado no Brasil, fez dos indígenas a-escravidao-no-brasil que habitavam as terras brasileiras as suas primeiras vítimas. Não obtendo êxito em relação aos nativos, os portugueses aplicaram o escravismo aos negros trazidos do continente africano.

Com o intuito de analisar a escravidão aplicada aos africanos a obra “A Escravidão no Brasil” de Jaime Pinsky, ressalta alguns pontos inerentes a esse período da história nacional a partir de um ponto de vista diferente do que a historiografia tradicional defendia.

Rebatendo a ideia de que o escravo (negro) era submisso, de que havia um clima de harmonia entre senhores e escravos, além de outas ideias falsas a respeito desse período, Jaime Pinsky, busca mostrar que existia uma atmosfera hostil entre quem maltratava (senhor) e quem era maltratado (escravo).

Para atestar essa ideia, o autor dedica boa parte de sua obra a análise das revoltas ocasionadas pelos negros. Utilizando uma vasta documentação, Pinsky nos revela alguns casos em que escravos assassinaram os seus senhores, feitores, capitães-do-mato e outras personalidades que os oprimiam. Além de mostrar esses casos hostis, o autor nos informa sobre as formas de resistência encontradas pelos negros, tendo como a principal os quilombos.

Muitas outras temáticas são expostas pelo autor como, por exemplo, os instrumentos utilizados na tortura dos negros escravizados, a desmistificação da ideia de que quem fez a abolição bem como outros acontecimentos históricos não foram somente os brancos.

Por esse motivo, o livro em questão torna-se indispensável para aqueles interessados em conhecer como ocorreu a escravidão no Brasil por um ponto de vista que foge da historiografia tradicional.

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