Um clássico de 152 anos

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Quando se fala em clássicos da literatura, Les Miserables (“Os Miseráveis”) de Victor Hugo desponta trazendo de novo as histórias dramáticas de Jean Valjean,  Fantine, Cosette, Javert e tantos outros personagens que aparecem e reaparecem durante a obra. Este trabalho consagrou Victor Hugo em seu tempo e ainda na contemporaneidade. Ele também escreveu Os trabalhadores do mar e O Corcunda de Notre Dame.

Retrato de "Cosette" na pousada Thénardier, por Émile Bayard, da edição original de Os Miseráveis (1862).

Retrato de “Cosette” na pousada Thénardier, por Émile Bayard, da edição original de Os Miseráveis (1862).

Há exatos 152 anos, em 3 de Abril de 1862, Les Miserables foi publicado simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdã, Varsóvia, Rio de Janeiro e Paris. Nesta última, foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas. 

O autor pinta um retrato da França entre 1815 – tendo como marco a Batalha de Waterloo – e os motins de junho de 1832, destacando a miséria na qual viviam as pessoas em seu dia-a-dia. Nesse cenário, por cinco volumes, é narrada  a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte.

Diversas adaptações para o cinema e televisão, abordando partes do romance ou todo ele,  tem sido feitas desde 1907. A mais recente data de 2012, baseada no musical “Les Miserables”, e conta com a atuação de  Hugh Jackman  (Jean Valjean), Amanda Seyfried (Cosette), Russel Crowe (Javert),  Helena Bonham Carter (Madame Thérnadier) e Anne Hathaway (Fantine). No filme-musical, os atores executaram

Foto de cena do filme "Os Miseráveis" (2012)

Foto de cena do filme “Os Miseráveis” (2012)

suas próprias músicas ao vivo, acompanhados por pontos de retorno que lhes permitiam ouvir o acompanhamento de um pianista que tocava enquanto o longa era gravado.

Como romance, a obra é um produto cultural que fala de sua época e, por isso, permite ao historiador captar nuances e aspectos dos fatos históricos ocorridos neste período de outro modo despercebidas. Um clássico é aquele que transcende seu próprio tempo. Os Miseráveis descortina anseios, misérias, sonhos, daqueles que viveram no passado e provoca reflexões ao fazer suas vozes audíveis aos que vivem nos presente.

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