Marlíbia Raquel de Oliveiralattes

Graduada em História pela Universidade Federal de Sergipe.
Egressa do Programa de Educação Tutorial/ PET
Membro do Grupo de Estudos do Tempo Presente – GET/CNPq/UFS.
E-mail: marlibia@getempo.org

Mesmo decorridas algumas décadas após o término da Segunda Guerra (1939-1945) esta, sem dúvida, ainda é uma temática que desperta enorme interesse. Muita gente ainda lucra com o fato. Mas, o que justifica tamanha curiosidade em cima de um acontecimento histórico tão trágico? Por que as pessoas buscam rememorar esse passado? Inúmeros fatores poderiam ser elencados aqui com o objetivo de responder a estas questões, porém, acima de tudo, devemos compreender que a enorme repercussão do conflito contribuiu significativamente para o surgimento de perguntas, feitas inclusive, nos dias de hoje.

A guerra por si só é capaz de criar heróis, algozes, vítimas. Promove nas pessoas uma série de múltiplos sentimentos: medo, dor, piedade, revolta, entre tantos outros, ou seja, ela tem o poder de provocar sensações de apropriação compatíveis com todos os gostos. Daí sua popularidade mesmo entre aqueles distantes dos campos de batalha.

Talvez o leitor desconheça a Guerra do Paraguai (1864-1870), ou ainda, mal saiba as razões que a fizeram existir, quem foram seus líderes. Entretanto, duvido que nunca tenha ouvido falar na Segunda Grande Guerra, sobre a figura de Adolf Hitler. Não estou querendo realizar uma comparação entre os dois conflitos, a pretensão é apenas demonstrar que por conta deste último ter ocorrido em nível mundial, atingiu mais indivíduos e, também foi responsável por profundas mudanças políticas, econômicas e sociais em todo o globo.

Diante de tamanha importância, sobretudo para a história, muitos estudiosos se debruçaram a escrever a respeito da Segunda Guerra. Atualmente, existe uma forte indústria voltada exclusivamente para os aficionados pelo período. Com o intuito de satisfazer aos anseios desse público, as empresas investem alto na publicação de livros, revistas e trabalhos cinematográficos, além disso, há também no mercado inúmeros blogs e sites criados para abordar o assunto.

É certo que muito já foi esclarecido a respeito desses quase seis anos de conflito, contudo, apesar de tamanho esforço, ainda é possível encontrar uma infinidade de lacunas para serem preenchidas. Neste sentido, é preciso tomar cuidado, pois nem toda fonte ou publicação significa veracidade.

Um bom exemplo disso é que, infelizmente, muitas vezes cogitando somente os ganhos, grandes editoras tem publicado obras em alusão a temática escritas por amadores, inclusive celebridades, enquanto isso é desconcertante se pensar que títulos produzidos por pesquisadores sérios permanecem anônimos nas prateleiras. Longe de querer levantar polêmicas frente às chamadas obras amadoras, lembro apenas que com raras exceções, comumente elas são repletas de simplificações e relatos do exótico.

Sendo assim, caro leitor, é preciso escolher com maior cautela aquilo que se vai ler, assistir, ouvir, enfim, com o propósito de adquirir conhecimento, pois informações erradas são encontradas em toda parte. É preciso saber selecionar.

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