Titãs: A Vida Até Parece uma Festa (2009)

titas

Dirigido por Oscar Rodrigues Alves, o filme “Titãs: A Vida Até Parece uma Festa”, estreou no dia 16 de janeiro de 2009, contando a história da banda paulistana. Quando o disco “Cabeça Dinossauro”, foi lançado (1986), Branco Mello comprou uma câmera já pensando em fazer um documentário com seus companheiros do grupo, e começou a registrar tudo que acontecia com eles naquele momento de explosão musical dos anos 80. Certamente, o resultado é uma obra cinematográfica contendo ritmo de aventura, cenas inéditas da vida dentro e fora dos palcos, as brincadeiras do dia a dia, os obstáculos, gravações de álbuns antológicos e de grandes canções desde os primórdios do sucesso “titânico”.

Desta forma, o LP já citado não poderia deixar de fazer parte deste texto, pois possui um conteúdo histórico extremamente relevante. O álbum Cabeça Dinossauro foi incluído na lista dos 100 melhores discos da música brasileira, promovida pela revista Rolling Stone e ficando com a 19ª posição. Primeiramente, a capa deste vinil foi baseada em um esboço do pintor italiano Leonardo Da Vinci, intitulado “A expressão de um homem urrando”. Um outro desenho de Da Vinci, Cabeça grotesca, foi para a contracapa da obra musical.

Sem dúvida, em um ambiente estudantil altamente politizado, a música popular funcionava como arena de decisões importantes para a cultura brasileira e para a própria soberania nacional, assim, a imprensa cobria condizentemente os festivais, pois eram ponto de interseção entre os estudantes e a massa ampla de telespectadores. Esta era, naturalmente, maior do que a de compradores de discos.

A Faixa de abertura e título do álbum evidencia o quão a banda era inovadora para a época, com pouco mais de 2 minutos de música, possui apenas 3 versos, algo inusitado no Brasil, havia guitarras pesadas e uma batida de bateria inspirada em tambores indígenas da tribo Xingu; mostrando também o lado cultural que a música brasileira pode ter. Por outro lado, na música “Igreja”, ostentando um pouco mais de técnica e uma letra um tanto quanto questionadora, os roqueiros explicitavam todo o seu potencial para criticar certos costumes da sociedade de uma forma não-convencional e que chega sem enrolações aos seus ouvintes; um dos principais fatores que os levava a terem letras censuradas diversas vezes.

O hit “Polícia” tornou-se hino por ser tão realista (infelizmente) mostrando toda a corrupção da polícia no Brasil, um punk rock cativante e agitado que soa ainda melhor ao vivo; lançada também como um protesto sobre a Ditadura Militar no país. Do mesmo modo, trazendo o calcanhar no punk rock, porém, uma batida um pouco mais leve, “AA UU” é a primeira música de trabalho do LP; versos cantados rápidos e um refrão simples fazem desta um clássico da banda, sempre presente em seus shows até os dias de hoje.

Os Titãs já tocavam o clássico “Bichos Escrotos” desde 1982, mas não puderam gravá-la antes devido à censura, e mesmo após a ditadura o single foi proibido de tocar nas rádios por conta de palavrões em sua letra; mesmo assim, rádios se arriscaram, pagaram multas e tocaram a música. Em seus versos, o octeto cita os bichos considerados sinais de doença (Baratas, Ratos, Pulgas) fazendo uma alusão que assim é a vida do suburbano, cheio de lixo e para os bichinhos bonitinhos sumirem, porque não é essa a imagem da vida que a sociedade passa.

Outrossim, o rock assim como a bossa nova, não surgiu com a ideia de fazer músicas sofisticadas, mas eles são responsáveis pela quebra do estilo convencional. Portanto, estes saíram da mediocridade.

Apesar de Nora Ney, segundo Caetano Veloso no livro Verdade Tropical, ter sido a primeira mulher a cantar rock publicamente no Brasil, em um programa de auditório na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ela cantava sambas literários de Antônio Maria, ou seja, o rock foi um fato isolado de sua carreira, ela não pretendia dar continuidade ao ritmo, e sim prosseguir com o samba-canção. No entanto, Raul Seixas trouxe este estilo musical para questões sérias durante sua vida inteira.

De maneira idêntica, mais um compositor desta geração foi Vinicius de Moraes, ele foi o principal letrista da bossa nova, ou seja, o Brasil apresentava ter criado a mais graciosa forma de canção de protesto do mundo, diziam os críticos de música. Por isso, vale a pena lembrar que a criação de João Gilberto rivalizava com os Beatles nas paradas de sucesso nos Estados Unidos, fato que orgulha os saudosistas brasileiros.

Portanto, o filme que conta a história dos Titãs, aborda como funcionava o rock da geração 80, a mais produtiva do Brasil. Ou seja, os arranjos musicais, os figurinos, os programas de TV, os protestos contra a Ditadura Militar, e sobretudo as peculiaridades de um dos principais grupos musicais da história deste país.

Publicado em Filme da Semana | Com a tag , , , , , | Deixar um comentário

Princesa Mononoke (1997)

Princess_Mononoke

Se um dia, questionado durante o exercício da profissão, um professor de história necessitasse definir a trajetória da humanidade em algumas sínteses, o mesmo poderia dizer que é uma história sobre amor e ódio, ou sobre vingança e redenção, ou até mesmo sobre guerra e paz, sobre a contínua tentativa do homem de sobreviver enquanto lida com os elementos opostos que vivem dentro de si. Todos estes elementos estão presentes na masterpiece da animação oriental na década de 90: Princesa Mononoke, produzido pelo Studio Ghibli com direção de Hayao Miyazaki.

Lançado em 1997, o filme conta a história do príncipe Ashitaka, que após ser amaldiçoado por um espírito da floresta, é exilado da sua aldeia e precisa viajar em busca de uma possível cura. No caminho, encontra uma sociedade em pleno desenvolvimento tecnológico – a aldeia de Tatari-Ba, que está em conflito com outros seres sobrenaturais. Dentre estes seres, destaca-se San, uma humana que vive com o clã dos lobos, e que se reconhece como sendo um deles, sendo apelidada de Princesa Mononoke, na qual a palavra “Mononoke” denomina uma espécie de espírito vingativo ou raivoso. Após estes acontecimentos desenvolve-se toda uma trama de guerra em que, de um lado estão os humanos (Tatari-Ba com sua líder, Lady Eboshi), e do outro estão os animais da floresta (o clã dos lobos, liderado por Moro, e o clã dos javalis, liderado pelo Okkoto-nushi). No meio encontra-se Ashitaka, que não concorda totalmente com nenhum dos lados e tenta alcançar um estágio de entendimento entre ambas as partes.

O fato de ser uma animação não significa que é um filme para crianças, pois, cada personagem é brilhantemente desenvolvido, mostrando qualidades e defeitos que nem os tornam os vilões, e muito menos os mocinhos da trama – dualidade sempre vista nas obras de Miyazaki. Um ponto fundamental é o caráter ambientalista do longa, visto que todo o enredo é construído em torno da ação do homem com a relação à natureza. Dentre os possíveis tópicos suscetíveis a discussões – como o empoderamento feminino, visto na atitude das personagens San, Lady Eboshi e todas as mulheres de Tatari-Ba, os aspectos do Japão feudal na Era Muromachi (1336-1573) e o antropomorfismo presente na cosmologia oriental – encontra-se a extinção de espécies por conta da atuação do homem, tema do livro A Sexta Extinção, de Elizabeth Kolbert.

Jornalista do The New Yorker, Kolbert descreve em seu livro a história da extinção no planeta, desde os primórdios, passando pela origem do termo “extinção”, até os dias atuais, onde a sexta grande extinção ocorre devido o comportamento humano. A vida na terra surgiu a aproximadamente 3,5 milhões de anos, porém, até o final do século XVIII, ainda não se pensava na possibilidade de animais que deixaram de existir ou que corriam o risco do mesmo destino. Mas, com o aparecimento de restos de seres vivos conservados no solo (os chamados fósseis), e os estudos do naturalista francês Georges Cuvier (1769-1832), os estudiosos perceberam que espécies diferentes das que existem foram se ausentando do ecossistema, sendo extintas. Visando descobrir quais eram essas espécies e o porquê da sua ausência, desenvolveu-se a Paleontologia, ou seja, o estudo das formas de vida através do exame dos fragmentos fossilizados.

Com o trabalho dos paleontólogos, descobriu-se que o planeta terra já passou por cinco grandes extinções, nas quais uma grande parte da vida no planeta desapareceu definitivamente. Todavia, os agentes causadores destas grandes extinções foram todos eventos naturais ou catástrofes, como períodos de glaciação e deglaciação, pois, estes interferem no nível dos oceanos, ou o impacto de um asteroide que, dependendo da proporção, pode afetar uma grande parcela dos seres vivos. O agente causador da sexta extinção não tem a mesma importância de um asteroide, porém, a longo prazo, o dano causado ao planeta consegue ser do mesmo nível das calamidades da natureza. A raça humana, chamada de “erva daninha” no livro de Kolbert, transforma o meio ambiente por meio de ações degradativas (voluntarias, como a destruição das florestas, a caça predatória e a contaminação da água e do ar) e ações evolutivas (involuntárias, próprias do desenvolvimento humano como o aumento da população e o crescimento das cidades).

Esse é a grande questão do livro, pois, apesar de assuntos como desmatamento e poluição serem discutidos há muito tempo, é importante ressaltar que o homem está alterando os biomas do planeta de maneira irreversível, e essa conduta pode levar ao desaparecimento definitivo de animais e plantas caso medidas não sejam tomadas. É uma questão de consciência ambiental, assunto este que todo professor, independente da sua área de atuação, deve aplicar em sala de aula, visto que conteúdos relacionados ao meio ambiente são considerados temas transversais ao currículo de ensino, não se restringindo às disciplinas de ciências naturais. Portanto, é recomendado a utilização do longa-metragem Princesa Mononoke, pois, este mostra, de maneira lúdica, mas explícita, como o homem está, deliberadamente, destruindo o meio ambiente através de ações visando apenas o lucro, esquecendo-se que este comportamento é como uma bomba-relógio sendo entregue nas mãos das futuras gerações.

Publicado em Atividades, Filme da Semana | Com a tag , , , , , , | Deixar um comentário

Escritores da Liberdade (2007)

escritores foto“O papel da escola, a nosso ver, é de preparar os alunos ao exercício de suas responsabilidades, na prática cotidiana institucional com seus direitos. É mais do que transmitir valores, mas exercê-los.” (org./AMPARO, de Matos Deise. p.175).

Escritores da Liberdade, lançado em janeiro de 2007, foi dirigido pelo diretor Richard Lagravanese, e constituído por um grande elenco, entre eles Hilary Swank, Imelda Stauton, Patrick Dempsey, atores consagrados do cinema americano, que fizeram parte do drama.

O filme conta a história de uma professora (interpretada por Hilary Swank) recém-formada, que ainda não havia passado pela experiência de estar em sala de aula, ela passa a ser responsável por uma turma problemática, de diversos grupos e etnias diferentes, sendo considerados os piores alunos da escola. Mas, o que ninguém via é que, todos tinham suas histórias e problemas fora dali o que era fator dominante para o comportamento deles. A professora, através da demonstração de interesse pelos alunos e utilizando-se de métodos mais didáticos, passou a chamar a atenção de todos aos poucos, estabelecendo o respeito e a união dentro e fora da sala de aula, aspecto importante e essencial para mudança na vida de cada um, inclusive na sua própria vida.

 Baseado em uma história real de Erin Gruwell, uma advogada que contrariando a vontade do pai, tornou-se professora, iniciando um projeto com seus alunos, criou o livro “O Diário dos Escritores da Liberdade”. Que através do filme vem retratar o contexto histórico  da cidade de Los Angeles no ano de 1992. Os movimentos estudantis giram em torno da violência, crime e gangues, reforçando a segregação entre raças e etnias.

Tratar desse filme significa “abrir os olhos” para alguns aspectos que normalmente passam despercebidos, principalmente para aqueles que vivem diariamente no âmbito escolar. É importante voltar-se para problemas que acarretam dificuldades nas rotinas das escolas, tanto na vida dos alunos, quanto dos professores, e também de todo o corpo administrativo de uma instituição de educação. Fatores como: violência, desigualdade e exclusão social, problemas socioeducacionais são pontos mais corriqueiros na maioria das escolas, o que significa que medidas ágeis e úteis devem ser tomadas para que dificuldades como essas possam ser sanadas ou ao menos diminuídas, para que se tenha uma educação digna, que realmente venha a funcionar, o que dispõe do esforço não só das escolas, mas também do governo e seus responsáveis.

É um filme que, como outros, traz uma romantização no sentido de que, mostra nesse caso, uma versão que na realidade não seria tão simples de colocar em prática, apesar de ser baseado em fatos reais, é preciso estar atento que em algumas situações nada pode funcionar como na visão de um filme, o que também não significa que deve-se parar de ter esperanças naquilo que se acredita.

Portanto, a película Escritores da Liberdade pode ser usada de maneira didática, trazendo uma contextualização dos vários problemas do sistema educacional e social, deixado muitas vezes de lado.

Publicado em Atividades, Filme da Semana | Com a tag , , , , | Deixar um comentário

CinePET: Biografia e Arte

13767287_1118708191519575_633702675697164514_oVem aí a próxima edição do CinePET, que neste ano terá como tema: Biografia e Arte.

O evento tem como objetivo suscitar debates em torno da relação entre História e Cinema. Em cada encontro, após a exibição de uma produção fílmica, o professor convidado buscará promover uma exposição seguida de uma discussão acerca da temática histórica proposta para o evento. Este ano, o CinePET contará com quatro sessões ministradas pelo Professor Msc. Luís Eduardo Pina Lima (DHI/UFS).

As inscrições estarão sendo realizadas até o dia 08 de agosto na sala do PET/História (Prédio departamental 2, 1º andar, sala 11) das 14h às 18h. Ou enviando a ficha de inscrição disponível aqui para o e-mail petufshistoria@gmail.com. 

As sessões ocorrerão nos dias 10, 17, 24 e 31 de agosto, das 14h às 18h, no auditório do Departamento de Educação (Prédio departamental 1, 1º andar).

No caso de quaisquer dúvidas, entrem em contato conosco através do nosso e-mail: petufshistoria@gmail.com.

Fiquem sempre ligados no nosso site.

Não deixem de participar!

Publicado em Atividades, Eventos | Com a tag , , , | Deixar um comentário

O Patriota (2000)

O-Patriota

Lançado em julho de 2000, mês que se comemora a independência dos Estados Unidos, “O Patriota”, longa-metragem dirigido pelo alemão Roland Emmerich, tem na composição do seu elenco atores consagrados como: Mel Gibson, Heath Ledger, Jason Isaacs, Joely Richardson, entre outros.

A película passa-se na Carolina do Sul no ano de 1776. Benjamin Martin (Mel Gibson), ex-herói da “guerra dos 7 anos” (conflito entre a Inglaterra e a França), reluta em entrar na guerra contra as tropas britânicas lideradas pelo coronel Tavington (Jason Isaacs). Mas os conflitos chegam à sua fazenda, e ele decide juntar-se ao exército revolucionário. Para vingar sua família, ele parte para a guerra ao lado de seu filho Gabriel (Heath Ledger), jovem idealista e patriota.

O filme possui um efeito didático positivo, porque possibilita a visualização do contexto que culminou na independência americana. É claro que possui todo um caráter romântico (típico dos filmes que desejam não apenas retratar um momento, mas também despertar emoções no público) que talvez não seja aplicável ao contexto.  No entanto, uma análise histórica faz perceber a referência a pontos que, de fato, marcaram o processo de conscientização colonial, passando pelos grupos sociais envolvidos, e chegando à revolução em si.

“O Patriota” elucida muito bem a indignação de alguns moradores das Treze colônias elucidando as medidas tomadas pela Coroa Britânica. Logo no início do filme é possível perceber isso quando os colonos pedem a morte do rei Jorge. Nesse sentindo aborda-se a questão dos impostos e da não representatividade colonial no Parlamento inglês que estaria ferindo, assim, os direitos de tais colonos. Uma segunda questão abordada é a do patriotismo despertado entre os colonos. Tal sentimento, ainda que incipiente e imediato, é forte o suficiente para conduzir a uma revolução que defende, sobretudo, a causa da liberdade e a independência de uma nação: a nação americana.

Esse patriotismo é visível no desejo de se alistar no Exército Continental e na sobreposição de questões pessoais pela questão da independência, ambos retratados no filme. A participação do negro na revolução e o racismo são, também, pontos bem trabalhados, principalmente no que tange ao dilema sobre o conceito da liberdade usado na época, criado em torno do personagem Occam (Jay Arlen Jones). Essa liberdade, tão preconizada e defendida, culminaria na independência, mas tardaria a conceber o fim total da escravidão.

Questões secundárias, mas não menos importantes, são: a formação de milícias que têm sua importância pela atuação constante na guerra; a existência de colonos anti-separatistas; os famosos tories, já mencionados acima, e que lutaram ao lado do exército britânico contra a independência; e o envolvimento de estrangeiros no conflito, como os franceses que apoiaram e lutaram ao lado do exército norte-americano.

“O Patriota” foi um sucesso de crítica e público arrecadando milhões e virou um símbolo do patriotismo americano. Porém, é preciso salientar o contexto em que o filme foi produzido. Nos anos 2000, os Estados Unidos já estava envolvido em muitos conflitos no Oriente Médio e precisava mais do que nunca do exército norte-americano ao lado do Estado, que passava por uma diminuição no número de alistamentos para servir as forças armadas norte-americanas. Dessa forma, o longa-metragem serve muito bem para exaltar o sentimento patriótico dos Estados Unidos e quem sabe incentivar os jovens a lutar por seu país.  

 

Publicado em Atividades, Filme da Semana | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Oficina de Nivelamento “Trabalhos Acadêmicos: da escrita à exposição IV”

 Cartaz- oficina de nivelamento

O PET História promoverá nos dias 27 e 28 de julho, a quarta edição da Oficina de nivelamento “Trabalhos Acadêmicos: da escrita à exposição. A atividade é voltada para os graduandos do primeiro ao terceiro período do curso de História e tem como objetivo  instruir os alunos quanto à confecção de trabalhos acadêmicos (resumo, resenha, artigo e projeto de pesquisa), utilização das regras básicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o uso  dos recursos do Power Point para organização e exposição de seus trabalhos e a importância de respeitar as regras éticas da produção de trabalhos acadêmicos.

As inscrições ocorrerão entre os dias 08 a 22 de julho e poderão ser efetuadas presencialmente na sala do PET História (Prédio Departamental II, primeiro andar, sala 11), das 14h às 18h ou enviando a ficha de inscrição preenchida para o e-mail: petufshistoria@gmail.com.

Para ter acesso à ficha de inscrição, clique aqui.

Confira abaixo a programação completa do evento: 

27 de julho

- Associação Brasileira de Normas Técnicas e suas utilidades básicas para a produção dos trabalhos acadêmicos;

 - Tutorial “Como não fazer uma apresentação em Power Point’’;

 - Considerações sobre a importância da ética na produção acadêmica.

 Ministrantes: Thamyres Suélen (bolsista PET), Felipe Rodrigues (bolsista PET), Marcelo Moreira (bolsista PET) e Guilherme Borges (bolsista PET).

 

28 de Julho

 Como elaborar textos científicos:

-Resumo

- Resenha;

- Artigo;

- Projeto de Pesquisa.

Ministrante: Prof. Dr. Francisco José Alves (DHI/UFS)

Serão ofertadas apenas 40 vagas. Não deixe de participar.

 

 

 

 

Publicado em Atividades, Eventos | Com a tag , , , , | Deixar um comentário

Programação do Acolhimento aos Calouros 2016

O PET História da Universidade Federal de Sergipe preparou uma programação que antecede o início do ano letivo, visando uma melhor inserção dos calouros do Curso de História Licenciatura com o ambiente acadêmico. O Acolhimento aos Calouros 2016 acontecerá no dia 16 de Junho. Segue abaixo o cronograma das atividades que serão realizadas:

MANHÃ

Horário: 9 h

- Mesa de abertura com a participação dos professores: Prof. Dr. Marcos Silva (Membro do Corpo Docente do DHI/UFS), Prof. Msc. Antônio Edilson Nascimento (DAA), Prof. Dr. Jonatas Silva Meneses (Pró-reitor/PROGRAD), Profª. Drª. Maria Lúcia Machado Aranha (Pró-reitora/PROEST) e a Ex-PETiana Profª. Jessica da Silva Souza.

Horário: 11 h

- Apresentação do Programa de Educação Tutorial (PET), da grade do curso, vídeo de apresentação dos professores e conversa com os alunos.

Horário: 12 h

- Intervalo (Coffee Break).

TARDE

Horário: 13 h

- Apresentação da cartilha (Todo Calouro quer saber!) e oficina sobre 10 perguntas frequentes de todo calouro sobre o ambiente universitário;

- Oficina do SIGAA, SIPAC e PERGAMUN.

Horário: 14 h

- Visitação à UFS: BICEN, RESUN, Reitoria, DCE, Vivência, Departamento de História e PET.

Horário: 15 h

- Encerramento.

LOCAL: Auditório do Departamento de Geografia (Prédio Departamental 2, Térreo).

Publicado em Atividades, Eventos | Com a tag , , | Deixar um comentário

Casanova (2006)

Casanova_film

Dirigido pelo diretor sueco Lasse Hallström, o filme Casanova foi lançado em 2006 e conta com um elenco repleto de atores consagrados. Distribuído pela Disney Buena Vista, o longa tem em Giacomo Casanova (Heath Ledger), Francesca Bruni (Sienna Miller), Victoria (Natalie Dormer) e no Bispo Pucci (Jeremy Irons), as suas principais personagens.

Ambientado na Veneza de meados do século XVIII, a película narra a trajetória do jovem Casanova, demonstrando as suas aventuras amorosas vivenciadas na cidade italiana. Além de focar neste aspecto, a obra cinematográfica aqui comentada evidencia outros que vão além do gênero romanesco, proporcionando ao telespectador uma considerável variedade de temas relacionados ao período denominado de Idade Moderna.

Estão presentes no filme temáticas que vão desde a condição feminina naquele período até a forma como os escritos, especificamente os livros, eram compostos e circulavam na sociedade veneziana do século XVIII. Contudo, o aspecto mais preponderante e, no qual Lasse Hallström focou de forma mais contundente a narrativa do filme, refere-se a Inquisição Católica.

Praticada de forma mais ampla em decorrência da contrarreforma articulada pela Igreja Romana, as perseguições de cunho religioso foram utilizadas como mecanismo de controle e de sustentação da “ordem” apregoada pela Igreja. No filme, tal repressão é evidenciada por meio dos julgamentos direcionados a personagem principal (Casanova), uma vez que alguns “delitos morais” eram cometidos por Giacomo.

Ainda que seja tratada de forma cômica e irreverente pelo diretor do filme, a ocorrência das perseguições religiosas, bem como os mecanismos (contrarreforma e Inquisição) que as legitimavam podem ser abordados pelos profissionais da educação em história tendo como recurso didático o filme em discussão. Para tanto, é necessário o docente ter em mãos um referencial teórico consistente acerca dos temas, para poder cotejar o discurso produzido pela obra cinematográfica com o fato histórico propriamente dito.

Assim, mesmo possuindo um caráter romanesco e cômico, o longa apresenta uma considerável importância, pois trata de temas relevantes referentes à Idade Moderna, sendo recomendado para aqueles que desejam conhecer, ainda que de forma branda, algumas ocorrências do supracitado período.

Publicado em Atividades, Filme da Semana | Com a tag , , , , | Deixar um comentário

The Wall (1982)

 the-wall-film

Inspirado no álbum de 1979 da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd, a película The Wall foi lançada em maio de 1982, com a direção de Alan Parker e estrelado pelo músico Bob Geldof. O filme, assim como o álbum homônimo, conta a saga do jovem Floyd Pinkerton, também conhecido como Pink. O mesmo é um famoso artista que durante uma turnê de sua banda nos Estados Unidos, tem um colapso emocional que o faz se isolar em seu quarto de hotel. Ao mesmo tempo, ele constrói uma espécie de “muro” em sua mente, o afastando totalmente da realidade.

O filme é contado em duas partes: a primeira mostrando os motivos que o levaram a ter esse colapso e construir o “muro”, como a morte de seu pai na Segunda Guerra Mundial, a mãe super protetora, a sua educação escolar autoritária e a traição de sua esposa. No segundo momento, é mostrado os resultados desse isolamento, onde ele tem alucinações em que vê as figuras que ele culpa por estar assim (principalmente sua mãe e esposa) como monstros e se enxerga como um ditador totalitário.

O ponto mais marcante do filme é a sua profunda crítica à modernidade e a sociedade ocidental. Elementos como o consumismo que usamos “para preencher os espaços vazios”; nosso modelo de ensino baseado numa relação de opressão entre o professor e o aluno; o sistema judicial onde os juízes “defecam” suas sentenças em cima dos réus; a nocividade das relações interpessoais, onde os indivíduos “devoram” uns aos outros até alguém ser totalmente consumido; entre outras críticas.

Outro fato abordado pela obra são os governos totalitários. No filme, Pink vai realizar um show, mas ele se enxerga como um ditador realizando um discurso de ódio contra “aqueles que não me parecem certos”, como judeus, negros e homossexuais. Nessa cena, podemos perceber várias características do chamado Ur-Fascismo. Em sua obra Cinco Escritos Morais (1995), Umberto Eco teoriza sobre os elementos que formam a ideologia por traz de governos como o fascismo italiano, o nazismo alemão e o franquismo espanhol, que ele denomina de Ur-Fascista ou Fascismo Eterno.

Inspirado num dos mais importantes álbuns da indústria musical (vendeu mais de 30 milhões de cópias até hoje), The Wall é uma obra que nos permite analisar diversos elementos de nossa sociedade e compreender o totalitarismo, que de acordo com Eco, é o dever de todos combatê-lo e desmascará-lo. Sendo assim, essa é a nossa indicação de filme da semana.

Publicado em Atividades, Filme da Semana, Música e História | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Madame Bovary (2014)

capa

Lançado em 2014 pela diretora francesa Sophie Barthes, Madame Bovary, protagonizado por Mia Wasikowska, é um filme de drama baseado no livro do escritor francês Gustave Flaubert de mesmo título.

A história é ambientada na França do século XIX, e  narra a vida da jovem Emma. Sonhadora e leitora assídua de livros, casa-se com o médico Charles Bovary e mantem-se numa vida caseira e de boa esposa. Porém, após um tempo, insatisfeita com Charles e suas constantes ausências, Emma Bovary, desencanta-se com sua vida e passa a ter casos extraconjugais, que ao final só torna sua existência pior.

A obra de Gustave Flaubert foi lançada em 1856, numa França extremamente conservadora e que era preservada pela moral e bons costumes, sendo considerada a primeira obra do realismo europeu. Com a publicação do livro, Flaubert, no ano seguinte, foi enviado à Sexta Corte Correcional do Tribunal de Sena, em Paris, acusado de escrever conteúdos de cunho “imoralistas” em sua obra. O mesmo, foi absolvido, porém as famílias mais tradicionais não esqueceram o ocorrido.

Além de destacar como grande tema o adultério, a obra traz em segundo plano temas como a revolução científica, pós revolução francesa e o contexto social da França no século XIX. Desta forma, o filme é uma importante obra que representa a França no aludido período. 

Publicado em Atividades, Filme da Semana, Livro da Semana | Com a tag , , , , , , | Deixar um comentário