A Teoria da História a partir de uma Imaginação Musical

No dia 24 de agosto às 19h, no auditório da didática VI, será realizada uma oficina com o tema: “A Teoria da História a partir de uma Imaginação Musical”, ministrado pelo historiador e musicólogo brasileiro Prof. Dr. José D’Assunção Barros (UFRRJ).

As inscrições podem ser realizadas presencialmente no dia do evento ou enviando a ficha de inscrição disponível aqui para o e-mail: petufshistoria@gmail.com

Para mais informações sobre José D’ Assunção Barros e seu trabalho clique aqui.

Não deixem de participar!


Cartaz da Oficina José D'Assunção Barros (ATUALIZADO)

 

 

 

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Todo o Mundo é um Palco

Zeitgeist, (Zeitgeist, the Movie, no original) é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph que aborda temas como Cristianismo, os ataques de 11 de setembro e a fundação do Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve). Ele foi lançado online livremente via Google Vídeo em junho de 2007. Esse documentário tem como objetivo trazer novas perspectivas para eventos famosos, demonstrando que nem tudo que a gente acredita é verdade ou que só existe uma verdade. Ele é narrado pelo próprio Peter Joseph e traz ainda as contribuições de vários pensadores como: Thomas Paine, Jordan Maxwell, George Carlin, Benjamin Disraeli, etc.

A película é dividida em três partes, na segunda, Zeitgeist nos fala sobre o mito criado do “11 de setembro de 2001”, o dia em que as Torres Gêmeas do World Trade Center foram derrubadas devido a um ataque terrorista (ataque esse que teria sido, segundo o filme, perpetrado pelo próprio governo norte americano). Os argumentos apresentados são bastante críveis, bem como os furos nas explicações dadas pelo governo e seus representantes.

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Em contraponto à teoria do fogo, que teria consumido as colunas dos edifícios World Trade Center 1, 2 e 7, apresenta-se a versão da implosão planejada, em que explosivos teriam sido colocados nos edifícios com bastante antecipação, promovendo o tipo de queda controlada que foi visto no caso dos 3 edifícios. Explica-se também o fato do NORAD (North American Aerospace Defense Command) não ter conseguido interceptar nenhum dos voos que atingiram as Torres ou o Pentágono.

Em nenhum momento se questiona o fato do ataque não ter sido terrorista (terrorismo entendido como o uso sistemático do terror através da intimidação violenta buscando gerar medo). O que o documentário indaga é se o ataque foi realmente planejado e praticado pela Al Qaeda ou pelas forças ocultas que comandam o governo dos Estados Unidos e o Mundo. Muita conspiração para você?

O interessante do filme é que ele nos proporciona pensar o terrorismo de um novo ângulo e questionar as versões oficiais sobre os ataques às torres gêmeas. Ele torna-se um bom modo de exercitar a nossa crítica quanto a todas as informações que recebemos todos os dias. O que é verdade? O que é mentira? Qual a fonte? Quem está por trás da informação? Quem se beneficia dessa informação? etc.  Estas são perguntas que devemos nos fazer frequentemente frente aos noticiários e informações divulgadas na internet, essa é a mensagem que o filme nos deixa.  A dica que fica é que assistam Zeitgeist e tirem suas próprias conclusões.

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VI CinePET: “As veias (ainda) abertas da América Latina”

Vem aí a próxima edição do CinePET, que neste ano terá como tema: As Veias Ainda Abertas da América Latina.

O evento tem como objetivo suscitar debates em torno da relação entre História e Cinema. Em cada encontro, após a exibição de uma produção fílmica, o professor convidado buscará promover uma exposição seguida de uma discussão acerca da temática histórica proposta para o evento. Este ano, o CinePET contará com quatro sessões ministradas pelos professores: Prof.ª Dr.ª Célia Costa Cardoso (DHI/UFS); Prof. Msc. Luís Eduardo Pina Lima (DHI/UFS); Prof.ª Dr.ª Andreza Santos Cruz Maynard (CODAP/UFS); Prof.ª Gabriela Resendes Silva (Ex-PETiana).

As inscrições estarão sendo realizadas até o dia 18 de agosto, via SIGAA.

As sessões ocorrerão nos dias 22/08 (Auditório de Geografia); 24/08 (Auditório da BICEN); 29/08 (Auditório da BICEN); e 31/08 (Auditório de Educação).

No caso de quaisquer dúvidas, entrem em contato conosco através do nosso e-mail: petufshistoria@gmail.com.

Fiquem sempre ligados no nosso site.

Não deixem de participar!

 

Cinepet cartaz_final

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Resenha do livro “Apologia da História ou o Ofício de Historiador”, de Marc Bloch

capa_ApologiaHist_15-04-10.aiO interesse pela história é uma característica do homem em todas as gerações, pois muito pode-se saber através da observação do que restou do passado. Esta atração por vezes surge como uma curiosidade a respeito de determinada época ou personagem, posteriormente transformando-se em um ofício, em uma profissão. O historiador é o responsável por fazer deste fascínio um conhecimento científico, mas, para isso, é preciso ponderar sobre a escolha de um tema e sua relevância para a história da humanidade.

Deste modo, o historiador francês Marc Bloch discorre em seu livro Apologia da História ou o Ofício de Historiador, entre diversos assuntos relacionados ao saber histórico, sobre a serventia da história, o caráter científico desta e as principais ferramentas que o historiador tem ao seu dispor. O livro foi lançado em 1949, mas que traz tabus vivenciados hoje porque ainda se relaciona a história sendo exclusivamente feita por acontecimentos do passado, como se o estudo do que acontece hoje estivesse a cargo de quem ainda nem sonha em nascer. É inegável que a época do apogeu romano é fascinante, sem dúvida alguma, mas o presente está cheio de objetos de pesquisa que são preteridos em virtude de uma tradição que Bloch já denunciava no início do século XX, tema de um subcapítulo do seu livro, o “Ídolo das Origens”. É a obsessão com o passado mais recuado, como se na gênese humana estivesse a explicação do presente, que não permite o olhar para o que está em volta. Bloch diz que “alguns, estimando que os fatos mais próximos a nós são, por isso mesmo, rebeldes a qualquer estudo verdadeiramente sereno, desejavam simplesmente poupar à casta Clio contatos demasiado ardentes” (BLOCH, 2001, p. 56), criticando a postura de historiadores que não estudam os fatos recentes por estes não serem tão seguros quanto a Guerra de Peloponeso ou a Idade das Trevas. Essa segurança não provém da quantidade de informações que existe a respeito do passado, mas sim do receio em tocar em assuntos atuais, pois os objetos desses estudos estão “vivos”, necessitando de uma habilidade de investigação maior por parte dos pesquisadores.

A relevância da pesquisa também colabora na discussão sobre a serventia da história. Segundo Bloch, a história é a “ciência que estuda o homem no tempo” e tudo que o homem produziu ou influenciou é um artefato passível de ser “historicizado”, de se tornar parte da história – da história escrita, aquela feita pelos historiadores. Mas, ao longo do tempo existiram diferentes concepções sobre o que deve ser preservado nos livros. Um outro dilema para os estudiosos: o que deve ser transmitido para a posteridade. Pode cada um dar a sua importância para os fatos e escrevê-los ou existe um grau de notoriedade que um assunto deve ter para figurar nos anais da história? Sobre isso Bloch é categórico ao dizer que “Seria infligir à humanidade uma estranha mutilação recusar-lhe o direito de buscar, fora de qualquer preocupação de bem-estar, o apaziguamento de suas fomes intelectuais” (BLOCH, 2001, p. 40). Deste modo, Bloch é adepto de uma perspectiva histórica “ampliada e aprofundada”, onde pode-se analisar as ações do homem nos seus aspectos políticos, religiosos, sociais e culturais de maneira específica, com um olhar mais crítico.

Assim, Apologia da História ou o Ofício de Historiador, um trabalho inacabado em decorrência da morte do seu autor, que começa com uma pergunta feita pelo filho de Marc Bloch sobre “para que serve a história”. Em quatro capítulos, sendo o quinto incompleto, e pouco mais de cento e cinquenta páginas, Bloch explica e defende a sua vocação, além de difundir os fundamentos da Escola dos Annales, movimento fruto de um periódico francês fundando por Bloch e Lucien Febvre para renovar o modelo historiográfico vigente. Para nós, futuros historiadores, refletir sobre as indagações feitas por Bloch é fundamental para podermos compreender as obrigações da nossa profissão.

 

Referência Bibliográfica:

BLOCH, Marc Leopold Benjamin. Apologia da história ou O ofício de historiador. Prefácio de Jacques Le Goff. Apresentação à edição brasileira de Lilia Moritz Schwarcz. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.

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Oficina de Nivelamento Trabalhos Acadêmicos: Da escrita à exposição V

Convidamos a todos para participar da Oficina de Nivelamento Trabalhos Acadêmicos: Da escrita à exposição V que ocorrerá nos dias 19 e 20 de julho.

O evento consiste na exposição das técnicas de elaboração de trabalhos acadêmicos, como também discutir a importância e os usos das recomendações feitas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a confecção de produções científicas.

As inscrições serão realizadas via SIGAA. Para maiores informações, entrar em contato através do e-mail petufshistoria@gmail.com.

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Resenha do livro “Como fazer uma tese” de Umberto Eco

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O livro “Como fazer uma tese” do autor Umberto Eco é uma das obras que podemos chamar de indispensáveis para a vida acadêmica e para quem pretende construir um trabalho de pesquisa consistente. A partir da leitura do livro é possível entender os processos que levam à construção de uma tese, seja a escolha do tema ou do orientador, até as melhores formas de se fazer a bibliografia da pesquisa.

No primeiro capítulo de seu livro, Umberto Eco procura esclarecer a qual público seu estudo pretende atender, inclusive é neste capítulo que ele diz que o livro não é destinado a pessoas que estão à procura de uma fórmula pronta, ou que querem elaborar uma tese apenas para obter o título de graduando (ou mestre, ou doutor). Neste sentido, o italiano explica que a elaboração de uma tese leva tempo, por isso é recomendado disponibilizar um tempo apenas para a pesquisa.

Na segunda parte do livro, o autor trata da escolha do tema, parte importantíssima, já que o tema do trabalho pode definir se este é possível de ser pesquisado ou não. O autor exemplifica os tipos de “teses”, que podem ser monográficas, quando o tema abrange algo específico, por exemplo, o movimento feminista em Aracaju. O pesquisador também pode fazer releituras de temas que já foram pesquisados acrescentando algo novo. Existem também teses teóricas no qual o estudante desenvolverá um tema totalmente novo, pode ser uma tese científica ou apenas um discurso político, se a escolha for a científica, esta terá que demonstrar além de grau de confiabilidade também precisará mostrar importância para a sociedade. O autor explica também que se o estudante desejar trabalhar com um pensador estrangeiro, se faz necessário trabalhá-lo na sua língua original, pois as traduções muitas vezes podem esconder detalhes no texto. Com isso, Umberto Eco exalta a importância de se falar línguas estrangeiras.

No capitulo três é explicado como deve-se manusear o material usado na pesquisa, sendo recomendado traçar uma bibliografia de base para a pesquisa mesmo antes de começá-la de fato, desta forma sabe-se em que terreno pretende-se pisar. Visitar bibliotecas em busca do material e construir fichas de leitura também faz parte do processo. Aqui também aparece a distinção de fonte primária e secundária.

O quarto capítulo é uma contribuição muito interessante, pois indica a melhor forma de ser fazer citações no texto, ainda é explicado sobre como fazer os fichamentos que ajudarão na pesquisa. Também nesse capítulo o autor indica como começar a pesquisa: escrevendo o título, índice e introdução da tese. Estes podem mudar durante a pesquisa, o que não é o problema, já que eles servem apenas para dar início ao trabalho.

No quinto capítulo, talvez mais esperado por aqueles que leem o livro “Como fazer uma tese”, Eco dá contribuições não apenas pontuais como também bastante significativas na construção de uma tese: a definição dos principais termos que você usará na sua tese, e uma excelente forma de introduzir a redação.

O livro ajuda em vários aspectos, primeiramente indica possíveis erros que o pesquisador poderia cometer como, por exemplo: escolher um tema que não está ao seu alcance. É possível entender como se deve iniciar a pesquisa sabendo a bibliografia que será usada e onde encontrar a mesma e como deve ser a relação com o orientador. Fica bem claro que é preciso aprender outras línguas para poder construir boas pesquisas e se sair melhor na vida acadêmica. “Como se faz uma tese” de Umberto Eco é um aprendizado interessante e enriquecedor.

 

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Acolhimento do Curso de História 2017.1

Olá, alunos do curso de História!

Convidamos a todos para participar do Acolhimento de História 2017.1 que ocorrerá nos dias 07, 08, 09 e 10 de junho. O evento é uma realização do Departamento de História em parceria com a PROGRAD, PROEX e PROEST.

Sabemos que a vida universitária envolve uma série de questionamentos e expectativas. Com este Acolhimento pretendemos ajudá-lo (a) a esclarecer o máximo de dúvidas possíveis e descobrir algumas das muitas possibilidades que a UFS pode oferecer. Por isso, neste ano, a recepção será aberta para todos os alunos do curso.

Para maiores informações, entrem em contato conosco através do e-mail petufshistoria@gmail.com e confiram a programação do evento clicando aqui.

 

Cartaz Acolhimento 2017.1 (finalizado)

 

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Anais IH! 2016

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VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades ocorreu entre os dias 14 e 16 de fevereiro de 2017, e contou com mais de 70 trabalhos submetidos.

A principal proposta do IH! é reunir pesquisas de graduandos e mestrandos em GT’s, para que estes possam divulgar suas pesquisas e estimular o debate, de maneira interdisciplinar e exclusiva para alunos.

Confiram os Anais do evento que estão disponíveis aqui.

Agradecemos mais uma vez a participação de todos, e esperamos contar com vocês nas próximas iniciativas do PET História!

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O Cinema vai à Guerra – Francisco Carlos Teixeira da Silva, Karl Schurster Sousa Leão e Igor Lapsky (Orgs.)

 

Livro-O-Cinema-Vai-a-Guerra-Francisco-Carlos-Teixeira-da-Silva-4862716O Cinema vai à Guerra teve sua primeira versão no Laboratório de Estudos do Tempo presente/UFRJ. Fruto de seminários, aulas, palestras, monografias e teses, o livro objetiva rever obras que contam as relações entre cinema e história, se utilizando de produções cinematográficas como principal fonte, mas não única, e desta forma, colocar a narrativa fílmica como principal concorrente da narrativa histórica.

Observando o cinema como uma representação validada devido a sua boa recepção entre o povo e percebendo o aumento na quantidade e qualidade de trabalhos entre cinema e história, a obra reúne doze competentes historiadores, sendo três deles os organizadores (Francisco Carlos Teixeira da Silva, Karl Schurster Sousa Leão e Igor Lapsky), para, mesmo com todo o preconceito que há no Brasil sobre uma historiografia baseada no cinema, desenvolver este trabalho, que resultou num livro de doze capítulos, publicado pela editora ELSEVIER, para se discutir sobre cinema e guerra.

O Cinema Vai à Guerra é uma opção pertinente de livro para professores que queiram aplicar filmes em sala de aula, para pesquisadores de cinema e de guerra, e principalmente para quem tem interesse em iniciar estudos nessa área visto que, possui uma linguagem de fácil compreensão, expõe a análise das produções cinematográficas de maneira bastante didática e completa, além de ser objetivo quanto ao que foi proposto.

Referência Bibliográfica:

SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; LAPSKY, Igor; LEÃO, Karl Schurster Sousa. O Cinema vai à Guerra. Rio de Janeiro. Elsevier – Campus, 2015.

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Sobre a apresentação de trabalhos no IH! 2016

VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades está próximo de sua realização. Nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro o evento estará ocorrendo nas dependências da Universidade Federal de Sergipe. A respeito do sistema de apresentação dos trabalhos submetidos no IH!  2016 salientamos que:

- Os trabalhos são distribuídos nos GT´s, afim de que seja preservada a interdisciplinaridade e o intercâmbio de ideias propostos pelo evento;

- Os coordenadores dos GT´s são escolhidos a partir da seguinte ordem: Mestrandos, Graduados e Graduandos que estejam cursando os últimos períodos da graduação;

- Os coordenadores recebem previamente os trabalhos a serem apresentados nos respectivos GT´s, para melhor comentarem as apresentações;

- Ao fim de cada comunicação os coordenadores, bem como os demais participantes, poderão expor questões e colocações acerca das apresentações;

- As apresentações durarão 10 minutos com tolerância de mais 5. Ao aproximar-se o fim do tempo, o coordenador do GT  informará  que o tempo de tolerância se iniciou. Tendo acabado o período de tolerância os coordenadores solicitarão que o  pesquisador  encerre a apresentação;

- Os participantes, ainda que não tenham enviado seus trabalhos completos, poderão apresentar seus resumos;

- Serão disponibilizados data-show e computador nos locais dos GT´s para as apresentações;

- Quem precisar faltar a aula ou o expediente de trabalho por causa da apresentação no evento, pode solicitar, previamente, uma declaração junto à Comissão Organizadora do evento através do e-mail: ih.humanidades@gmail.com

Agradecemos antecipadamente a presença de todos.

Até lá!

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