4º Bazar Sarau do PET História

O 4º Bazar Sarau do IH! está chegando!!

Encerrando o VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades, o Bazar Sarau é ideal pra você que gosta de música, poesia, teatro e dança. Ou ainda para quem deseja vender livros, CD’s, roupas e comidas. Chegou a oportunidade de mostrar o seu talento, participar de manifestações culturais, vender seus produtos e encontrar itens de ótima qualidade. O evento ocorrerá no dia 15 de dezembro (último dia IH! 2016) a partir das 15h no Hall do RESUN.

As inscrições estão abertas e vão até o dia 08 de dezembro. Para participar basta preencher a ficha de inscrição, que pode ser visualizada clicando aqui, e enviá-la para o e-mail: ih.humanidades@gmail.com.

Prestigiem!

 

Cartaz bazar sarau

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Comitê Técnico-Científico IH!2016

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Confiram abaixo a lista do comitê técnico-científico do VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades

 

Profª. Drª. Ana Ângela Farias (DCOS/UFS)

Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (DHI/UFS)

Prof. Dr. Francisco Carlos Teixeira da Silva (UCAM)

Prof.ª Drª. Leilane Ramos da Silva (DLEV/UFS)

Prof. Dr. Lucas Victor Silva (NURI/ UFS)

Profª. Drª. Marizete Lucini (DED/ UFS)

Prof. Dr. Petrônio José Domingues (DHI/UFS)

Prof.ª Drª Raquel Meister Ko. Freitag (DLEV/UFS)

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Inscrições prorrogadas IH! 2016

14408380_1169300656460328_1808365285_oPara você, que não conseguiu se inscrever no IH! 2016, ainda dá tempo!

As inscrições foram prorrogadas até o dia 25 de outubro (próxima terça-feira).

Para saber como se inscrever e conferir o novo calendário do evento, clique aqui.

Lembrando que o texto deve obedecer às NORMAS que se encontram em nosso site, respeitando o modelo padrão. Para ter acesso é só clicar nos links abaixo:

Modelo de Resumo: https://drive.google.com/…/0B-4TEdIrw8gCc1Vyb0dFZUtiTE0/view  

OBS.: Caso o resumo não esteja de acordo com as NORMAS estabelecidas, o mesmo não será submetido e a inscrição não se efetuará.

Participe!

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Dúvidas Frequentes sobre o IH!

Com a proximidade do Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades, algumas dúvidas surgem entre os interessados em participar do evento. Visando esclarecê-las, elaboramos uma lista com as 5 perguntas mais frequentes a respeito do evento:

- Quem são os responsáveis pela avaliação dos trabalhos enviados pelos participantes do IH!?

Os resumos recebidos pela Comissão Organizadora do Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades, são enviados para pareceristas da mesma área de conhecimento dos trabalhos. Se estes forem aprovados, o participante receberá em sua caixa de e-mail uma carta de aceite informando a aprovação.

- Caso meu trabalho seja reprovado eu posso ter acesso ao parecer?

Sim. É direito do participante ter acesso ao parecer, todavia o nome do parecerista não pode ser divulgado.

- Quantos trabalhos eu posso enviar para o IH!?

Cada participante pode estar envolvido em apenas um trabalho, como autor ou  como co-autor.

- O autor e o co-autor precisam estar presentes durante a apresentação do trabalho?

Sim. Para que o trabalho seja publicado nos Anais do evento é necessário que tanto o autor como o co-autor estejam presentes para a apresentação do mesmo.

- Caso eu não consiga enviar o meu trabalho completo, o meu resumo será publicado?

Sim. Todos os resumos que forem aprovados pelos pareceristas e apresentados por seu autor e co-autor  serão publicados nos Anais do IH!.

OBS: Caso sua dúvida não tenha sido sanada, pedimos que entre em contato conosco para que, juntos, possamos construir mais uma edição do IH!

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IH! 2016

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CONVOCATÓRIA IH! 2016

A Comissão Organizadora do VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades informa sobre a realização da sexta edição do evento que ocorrerá entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2016. 

O evento visa contribuir para o aperfeiçoamento das pesquisas de graduandos e mestrandos na área de Ciências Humanas através do intercâmbio de metodologias e resultados, estimulando a produção acadêmica e buscando uma maior projeção dos trabalhos realizados por pesquisadores iniciantes. Confira abaixo o cronograma com as datas de cada etapa:

 

 

Atividade
Início
 Fim 
Inscrições
03 de outubro
25 de outubro
Cartas de aceite
13 de novembro
14 de novembro
Envio de trabalhos completos
15 de novembro
09 de dezembro

Fique atento ao nosso site http://pethistoriaufs.org/ e a página do IH! 2016 no Facebook https://www.facebook.com/IHencontro/ para acompanhar todas as informações sobre datas, regras e programação do evento. Em caso de dúvidas, entrar em contato via ih.humanidades@gmail.com.

Para ter acesso a ficha de inscrição, clique aqui

Para ter acesso as normas para submissão de trabalhos, clique aqui

Para ter acesso ao modelo de resumo para submissão, clique aqui

Para ter acesso ao modelo de trabalho completo para submissão, clique aqui

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To Be or Not To Be (Ser ou Não Ser) (1942)

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To Be or Not To Be (Ser ou Não Ser) é um filme norte-americano, anti-nazista e do gênero comédia. Foi lançado em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, e tem como diretor Ernst Lubitsch. O elenco conta com atores como Jack Benny, Carole Lombard e Robert Stack. Ao lado de O Grande Ditador (1940), é considerado um dos filmes mais contundentes contra o nazismo lançados durante o conflito. O título é baseado no solilóquio da peça “A Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”, de Shakespeare.

A película conta a história de um grupo teatral polonês, que veem sua capital, Varsóvia, sendo atacada em 1939 pelas tropas nazistas. A fim de ajudarem o movimento de resistência polonesa na luta contra o regime liderado por Hitler, os atores, que já vinham interpretando uma peça sobre os nazistas, se passam por oficiais da Gestapo (Polícia Secreta do Estado), para evitar que informações comprometedoras da resistência chegassem nas mãos dos nazistas.

As atuações do grupo são um sucesso e, além de conseguirem ajudar a manter a resistência viva, a trupe consegue um avião que os leva para a Inglaterra, onde dão continuidade à encenação da peça “A Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”, que fora interrompida devido à chegada da guerra na Polônia.

Portanto, To Be or Not To Be é tido como uma das maiores obras-primas de Lubitsch e busca provar que a comédia tem o poder de atingir as pessoas e mostrar os problemas da nossa realidade. Uma das lições mais belas do filme é a importância da arte como instrumento de contestação contra sistemas autoritários, sendo uma boa opção para professores que queiram trabalhar com a temática da Segunda Guerra Mundial.

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A Onda: A Contaminação Fascista (2008)

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O filme “Die Welle” (A onda) de nacionalidade alemã, foi lançado em 2008 e dirigido por Dennis Gansel. Baseado em fatos reais que ocorreram em uma escola norte-americana no ano de 1967, o episódio ficou conhecido como “The Third Wave” (A Terceira Onda). No filme, a experiência é vivenciada na Alemanha contemporânea, visando expor a formação de um movimento totalitarista, bem como suas práticas e posições.

Na película, o ator Jürgen Vogel incorpora de maneira convincente o professor Rainer Wenger, responsável pelas matérias de educação física e ciências sociais. O professor que era especialista em anarquia vê-se obrigado a lecionar sobre autocracia para uma turma de adolescentes, e, é durante essa experiência que o movimento é criado e batizado como “A Onda”. Na mente de Rainer, tudo não passava de aulas dinâmicas para os alunos compreenderem sobre autocracia, mas a situação foge do controle no instante em que todos passam a se vestir rigorosamente de branco, fazer pichações do símbolo do movimento em vários pontos da cidade e suprimir alunos que não faziam parte do grupo, assim, uma rede de opressão é criada dentro e fora da sala de aula.

Sempre mantendo em evidência as motivações dos principais integrantes da “Onda”, o filme encena excepcionalmente os processos que envolvem a criação de poderes indestrutíveis pela concentração de indivíduos que compartilham as mesmas ideias e que seguem as mesmas normas estabelecidas. Durante o filme são discutidas diversas ideologias e formas de governo, como o fascismo, o anarquismo, a autocracia e o nazismo. A partir disso, podemos contemplar como essas ideologias influenciaram os jovens ao longo do filme e as consequências disso.

Esta experiência cinematográfica pode ser muito bem utilizada como recurso didático em aulas de história, como também material de análise nas diversas temáticas abordadas na película.

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Titãs: A Vida Até Parece uma Festa (2009)

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Dirigido por Oscar Rodrigues Alves, o filme “Titãs: A Vida Até Parece uma Festa”, estreou no dia 16 de janeiro de 2009, contando a história da banda paulistana. Quando o disco “Cabeça Dinossauro”, foi lançado (1986), Branco Mello comprou uma câmera já pensando em fazer um documentário com seus companheiros do grupo, e começou a registrar tudo que acontecia com eles naquele momento de explosão musical dos anos 80. Certamente, o resultado é uma obra cinematográfica contendo ritmo de aventura, cenas inéditas da vida dentro e fora dos palcos, as brincadeiras do dia a dia, os obstáculos, gravações de álbuns antológicos e de grandes canções desde os primórdios do sucesso “titânico”.

Desta forma, o LP já citado não poderia deixar de fazer parte deste texto, pois possui um conteúdo histórico extremamente relevante. O álbum Cabeça Dinossauro foi incluído na lista dos 100 melhores discos da música brasileira, promovida pela revista Rolling Stone e ficando com a 19ª posição. Primeiramente, a capa deste vinil foi baseada em um esboço do pintor italiano Leonardo Da Vinci, intitulado “A expressão de um homem urrando”. Um outro desenho de Da Vinci, Cabeça grotesca, foi para a contracapa da obra musical.

Sem dúvida, em um ambiente estudantil altamente politizado, a música popular funcionava como arena de decisões importantes para a cultura brasileira e para a própria soberania nacional, assim, a imprensa cobria condizentemente os festivais, pois eram ponto de interseção entre os estudantes e a massa ampla de telespectadores. Esta era, naturalmente, maior do que a de compradores de discos.

A Faixa de abertura e título do álbum evidencia o quão a banda era inovadora para a época, com pouco mais de 2 minutos de música, possui apenas 3 versos, algo inusitado no Brasil, havia guitarras pesadas e uma batida de bateria inspirada em tambores indígenas da tribo Xingu; mostrando também o lado cultural que a música brasileira pode ter. Por outro lado, na música “Igreja”, ostentando um pouco mais de técnica e uma letra um tanto quanto questionadora, os roqueiros explicitavam todo o seu potencial para criticar certos costumes da sociedade de uma forma não-convencional e que chega sem enrolações aos seus ouvintes; um dos principais fatores que os levava a terem letras censuradas diversas vezes.

O hit “Polícia” tornou-se hino por ser tão realista (infelizmente) mostrando toda a corrupção da polícia no Brasil, um punk rock cativante e agitado que soa ainda melhor ao vivo; lançada também como um protesto sobre a Ditadura Militar no país. Do mesmo modo, trazendo o calcanhar no punk rock, porém, uma batida um pouco mais leve, “AA UU” é a primeira música de trabalho do LP; versos cantados rápidos e um refrão simples fazem desta um clássico da banda, sempre presente em seus shows até os dias de hoje.

Os Titãs já tocavam o clássico “Bichos Escrotos” desde 1982, mas não puderam gravá-la antes devido à censura, e mesmo após a ditadura o single foi proibido de tocar nas rádios por conta de palavrões em sua letra; mesmo assim, rádios se arriscaram, pagaram multas e tocaram a música. Em seus versos, o octeto cita os bichos considerados sinais de doença (Baratas, Ratos, Pulgas) fazendo uma alusão que assim é a vida do suburbano, cheio de lixo e para os bichinhos bonitinhos sumirem, porque não é essa a imagem da vida que a sociedade passa.

Outrossim, o rock assim como a bossa nova, não surgiu com a ideia de fazer músicas sofisticadas, mas eles são responsáveis pela quebra do estilo convencional. Portanto, estes saíram da mediocridade.

Apesar de Nora Ney, segundo Caetano Veloso no livro Verdade Tropical, ter sido a primeira mulher a cantar rock publicamente no Brasil, em um programa de auditório na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ela cantava sambas literários de Antônio Maria, ou seja, o rock foi um fato isolado de sua carreira, ela não pretendia dar continuidade ao ritmo, e sim prosseguir com o samba-canção. No entanto, Raul Seixas trouxe este estilo musical para questões sérias durante sua vida inteira.

De maneira idêntica, mais um compositor desta geração foi Vinicius de Moraes, ele foi o principal letrista da bossa nova, ou seja, o Brasil apresentava ter criado a mais graciosa forma de canção de protesto do mundo, diziam os críticos de música. Por isso, vale a pena lembrar que a criação de João Gilberto rivalizava com os Beatles nas paradas de sucesso nos Estados Unidos, fato que orgulha os saudosistas brasileiros.

Portanto, o filme que conta a história dos Titãs, aborda como funcionava o rock da geração 80, a mais produtiva do Brasil. Ou seja, os arranjos musicais, os figurinos, os programas de TV, os protestos contra a Ditadura Militar, e sobretudo as peculiaridades de um dos principais grupos musicais da história deste país.

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Princesa Mononoke (1997)

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Se um dia, questionado durante o exercício da profissão, um professor de história necessitasse definir a trajetória da humanidade em algumas sínteses, o mesmo poderia dizer que é uma história sobre amor e ódio, ou sobre vingança e redenção, ou até mesmo sobre guerra e paz, sobre a contínua tentativa do homem de sobreviver enquanto lida com os elementos opostos que vivem dentro de si. Todos estes elementos estão presentes na masterpiece da animação oriental na década de 90: Princesa Mononoke, produzido pelo Studio Ghibli com direção de Hayao Miyazaki.

Lançado em 1997, o filme conta a história do príncipe Ashitaka, que após ser amaldiçoado por um espírito da floresta, é exilado da sua aldeia e precisa viajar em busca de uma possível cura. No caminho, encontra uma sociedade em pleno desenvolvimento tecnológico – a aldeia de Tatari-Ba, que está em conflito com outros seres sobrenaturais. Dentre estes seres, destaca-se San, uma humana que vive com o clã dos lobos, e que se reconhece como sendo um deles, sendo apelidada de Princesa Mononoke, na qual a palavra “Mononoke” denomina uma espécie de espírito vingativo ou raivoso. Após estes acontecimentos desenvolve-se toda uma trama de guerra em que, de um lado estão os humanos (Tatari-Ba com sua líder, Lady Eboshi), e do outro estão os animais da floresta (o clã dos lobos, liderado por Moro, e o clã dos javalis, liderado pelo Okkoto-nushi). No meio encontra-se Ashitaka, que não concorda totalmente com nenhum dos lados e tenta alcançar um estágio de entendimento entre ambas as partes.

O fato de ser uma animação não significa que é um filme para crianças, pois, cada personagem é brilhantemente desenvolvido, mostrando qualidades e defeitos que nem os tornam os vilões, e muito menos os mocinhos da trama – dualidade sempre vista nas obras de Miyazaki. Um ponto fundamental é o caráter ambientalista do longa, visto que todo o enredo é construído em torno da ação do homem com a relação à natureza. Dentre os possíveis tópicos suscetíveis a discussões – como o empoderamento feminino, visto na atitude das personagens San, Lady Eboshi e todas as mulheres de Tatari-Ba, os aspectos do Japão feudal na Era Muromachi (1336-1573) e o antropomorfismo presente na cosmologia oriental – encontra-se a extinção de espécies por conta da atuação do homem, tema do livro A Sexta Extinção, de Elizabeth Kolbert.

Jornalista do The New Yorker, Kolbert descreve em seu livro a história da extinção no planeta, desde os primórdios, passando pela origem do termo “extinção”, até os dias atuais, onde a sexta grande extinção ocorre devido o comportamento humano. A vida na terra surgiu a aproximadamente 3,5 milhões de anos, porém, até o final do século XVIII, ainda não se pensava na possibilidade de animais que deixaram de existir ou que corriam o risco do mesmo destino. Mas, com o aparecimento de restos de seres vivos conservados no solo (os chamados fósseis), e os estudos do naturalista francês Georges Cuvier (1769-1832), os estudiosos perceberam que espécies diferentes das que existem foram se ausentando do ecossistema, sendo extintas. Visando descobrir quais eram essas espécies e o porquê da sua ausência, desenvolveu-se a Paleontologia, ou seja, o estudo das formas de vida através do exame dos fragmentos fossilizados.

Com o trabalho dos paleontólogos, descobriu-se que o planeta terra já passou por cinco grandes extinções, nas quais uma grande parte da vida no planeta desapareceu definitivamente. Todavia, os agentes causadores destas grandes extinções foram todos eventos naturais ou catástrofes, como períodos de glaciação e deglaciação, pois, estes interferem no nível dos oceanos, ou o impacto de um asteroide que, dependendo da proporção, pode afetar uma grande parcela dos seres vivos. O agente causador da sexta extinção não tem a mesma importância de um asteroide, porém, a longo prazo, o dano causado ao planeta consegue ser do mesmo nível das calamidades da natureza. A raça humana, chamada de “erva daninha” no livro de Kolbert, transforma o meio ambiente por meio de ações degradativas (voluntarias, como a destruição das florestas, a caça predatória e a contaminação da água e do ar) e ações evolutivas (involuntárias, próprias do desenvolvimento humano como o aumento da população e o crescimento das cidades).

Esse é a grande questão do livro, pois, apesar de assuntos como desmatamento e poluição serem discutidos há muito tempo, é importante ressaltar que o homem está alterando os biomas do planeta de maneira irreversível, e essa conduta pode levar ao desaparecimento definitivo de animais e plantas caso medidas não sejam tomadas. É uma questão de consciência ambiental, assunto este que todo professor, independente da sua área de atuação, deve aplicar em sala de aula, visto que conteúdos relacionados ao meio ambiente são considerados temas transversais ao currículo de ensino, não se restringindo às disciplinas de ciências naturais. Portanto, é recomendado a utilização do longa-metragem Princesa Mononoke, pois, este mostra, de maneira lúdica, mas explícita, como o homem está, deliberadamente, destruindo o meio ambiente através de ações visando apenas o lucro, esquecendo-se que este comportamento é como uma bomba-relógio sendo entregue nas mãos das futuras gerações.

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Escritores da Liberdade (2007)

escritores foto“O papel da escola, a nosso ver, é de preparar os alunos ao exercício de suas responsabilidades, na prática cotidiana institucional com seus direitos. É mais do que transmitir valores, mas exercê-los.” (org./AMPARO, de Matos Deise. p.175).

Escritores da Liberdade, lançado em janeiro de 2007, foi dirigido pelo diretor Richard Lagravanese, e constituído por um grande elenco, entre eles Hilary Swank, Imelda Stauton, Patrick Dempsey, atores consagrados do cinema americano, que fizeram parte do drama.

O filme conta a história de uma professora (interpretada por Hilary Swank) recém-formada, que ainda não havia passado pela experiência de estar em sala de aula, ela passa a ser responsável por uma turma problemática, de diversos grupos e etnias diferentes, sendo considerados os piores alunos da escola. Mas, o que ninguém via é que, todos tinham suas histórias e problemas fora dali o que era fator dominante para o comportamento deles. A professora, através da demonstração de interesse pelos alunos e utilizando-se de métodos mais didáticos, passou a chamar a atenção de todos aos poucos, estabelecendo o respeito e a união dentro e fora da sala de aula, aspecto importante e essencial para mudança na vida de cada um, inclusive na sua própria vida.

 Baseado em uma história real de Erin Gruwell, uma advogada que contrariando a vontade do pai, tornou-se professora, iniciando um projeto com seus alunos, criou o livro “O Diário dos Escritores da Liberdade”. Que através do filme vem retratar o contexto histórico  da cidade de Los Angeles no ano de 1992. Os movimentos estudantis giram em torno da violência, crime e gangues, reforçando a segregação entre raças e etnias.

Tratar desse filme significa “abrir os olhos” para alguns aspectos que normalmente passam despercebidos, principalmente para aqueles que vivem diariamente no âmbito escolar. É importante voltar-se para problemas que acarretam dificuldades nas rotinas das escolas, tanto na vida dos alunos, quanto dos professores, e também de todo o corpo administrativo de uma instituição de educação. Fatores como: violência, desigualdade e exclusão social, problemas socioeducacionais são pontos mais corriqueiros na maioria das escolas, o que significa que medidas ágeis e úteis devem ser tomadas para que dificuldades como essas possam ser sanadas ou ao menos diminuídas, para que se tenha uma educação digna, que realmente venha a funcionar, o que dispõe do esforço não só das escolas, mas também do governo e seus responsáveis.

É um filme que, como outros, traz uma romantização no sentido de que, mostra nesse caso, uma versão que na realidade não seria tão simples de colocar em prática, apesar de ser baseado em fatos reais, é preciso estar atento que em algumas situações nada pode funcionar como na visão de um filme, o que também não significa que deve-se parar de ter esperanças naquilo que se acredita.

Portanto, a película Escritores da Liberdade pode ser usada de maneira didática, trazendo uma contextualização dos vários problemas do sistema educacional e social, deixado muitas vezes de lado.

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