O que é cinema (Jean-Claude Bernardet)

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Lançada em 1980, pelo ensaísta, crítico de cinema e escritor brasileiro Jean-Claude Bernardet, a obra O que é cinema, segundo o autor, está longe de tentar solucionar a questão que a intitula, mas visa fazer um passeio em torno de alguns eventuais problemas que se colocam para estudiosos da sétima arte.

Conciso em seu conteúdo, o livro apresenta, em 19 tópicos, temas que abordam: as primeiras manifestações cinematográficas; a formação do cinema enquanto indústria; a construção de uma linguagem cinematográfica por parte do mercado estadunidense e a concepção de novas linguagens, que se desenvolveram no Brasil com a experiência do Cinema Novo e em diversas outras partes do mundo, a partir do fim da Segunda Guerra Mundial.

Bernardet, além de apresentar um quadro geral sobre a formação e desenvolvimento das linguagens e indústria cinematográfica, se deterá a questões concernentes à montagem do cinema e a reflexões a respeito deste, enquanto arte do real ou como reprodutor de uma realidade construída, na qual a interferência humana cria discursos que revelam ideologias: “O cinema, como toda área cultural, é um campo de luta, e a história do cinema é também o esforço constante para denunciar este ocultamento e fazer aparecer quem fala” (BERNARDET, 1980, p. 10).

Com uma linguagem objetiva e simples, esta obra é indicada para os que se interessam em entender o processo de formação do cinema e seu desenvolvimento em âmbitos comercias e estéticos.  Além disso, ajuda a ampliar as noções da produção cinematográfica enquanto integrante de um meio cultural que carrega em si signos e vivências deste.

Sobre Jean-Claude Bernardet e obras que relacionam cinema e história, indicamos ainda:

  • Brasil em Tempo de Cinema (1967);
  • Cinema Brasileiro: Propostas para uma História (1979);
  • Cinema e História do Brasil (1998);
  • Historiografia Clássica do Cinema Brasileiro (1995).
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IH! 2016 – OFICINA “Como Elaborar um Texto Cientifico”.

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O VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades contará, nesta edição, com uma oficina que será ministrada pela Prof.ª Dr.ª Raquel Meister Ko. Freitag (DLEV/UFS), cujo tema será Como Elaborar um Texto Científico.

Nesta ocasião, serão abordados temas como: Redação científica; Apresentação da estrutura retórica: Introdução, Metodologia, Resultados e Discussão; Fator de Impacto e circulação da produção científica e Ética em publicação científica. A mesma ocorrerá na quarta-feira (15/02), a partir das 9h.

Informamos a todos os participantes que a oficina disporá de apenas 40 vagas, os interessados em participar devem preencher a ficha de inscrição, que pode ser visualizada clicando aqui, e enviá-la para o e-mail: ih.humanidades@gmail.com 

Participem!

 

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4º Bazar Sarau do PET História

O 4º Bazar Sarau do IH! Está chegando!!

Encerrando o VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades, o Bazar Sarau é ideal para você que gosta de música, poesia, teatro, dança, dentre outros. Ou ainda para quem deseja vender livros, CD’s, roupas e comidas. Chegou a oportunidade de mostrar o seu talento, participar de manifestações culturais, vender seus produtos e encontrar itens de ótima qualidade. O evento ocorrerá no dia 16 de fevereiro (último dia IH! 2016) a partir das 15h no Hall do RESUN.

As inscrições estão abertas e vão até o dia 03 de fevereiro. Para participar, basta preencher a ficha de inscrição, que pode ser visualizada clicando aqui, e enviá-la para o e-mail: ih.humanidades@gmail.com.

Participem!

Cartaz bazar sarau

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Comitê Técnico-Científico IH!2016

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Confiram abaixo a lista do comitê técnico-científico do VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades

 

Profª. Drª. Ana Ângela Farias (DCOS/UFS)

Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (DHI/UFS)

Prof. Dr. Francisco Carlos Teixeira da Silva (UCAM)

Prof.ª Drª. Leilane Ramos da Silva (DLEV/UFS)

Prof. Dr. Lucas Victor Silva (NURI/ UFS)

Profª. Drª. Marizete Lucini (DED/ UFS)

Prof. Dr. Petrônio José Domingues (DHI/UFS)

Prof.ª Drª Raquel Meister Ko. Freitag (DLEV/UFS)

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Inscrições prorrogadas IH! 2016

14408380_1169300656460328_1808365285_oPara você, que não conseguiu se inscrever no IH! 2016, ainda dá tempo!

As inscrições foram prorrogadas até o dia 25 de outubro (próxima terça-feira).

Para saber como se inscrever e conferir o novo calendário do evento, clique aqui.

Lembrando que o texto deve obedecer às NORMAS que se encontram em nosso site, respeitando o modelo padrão. Para ter acesso é só clicar nos links abaixo:

Modelo de Resumo: https://drive.google.com/…/0B-4TEdIrw8gCc1Vyb0dFZUtiTE0/view  

OBS.: Caso o resumo não esteja de acordo com as NORMAS estabelecidas, o mesmo não será submetido e a inscrição não se efetuará.

Participe!

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Dúvidas Frequentes sobre o IH!

Com a proximidade do Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades, algumas dúvidas surgem entre os interessados em participar do evento. Visando esclarecê-las, elaboramos uma lista com as 5 perguntas mais frequentes a respeito do evento:

- Quem são os responsáveis pela avaliação dos trabalhos enviados pelos participantes do IH!?

Os resumos recebidos pela Comissão Organizadora do Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades, são enviados para pareceristas da mesma área de conhecimento dos trabalhos. Se estes forem aprovados, o participante receberá em sua caixa de e-mail uma carta de aceite informando a aprovação.

- Caso meu trabalho seja reprovado eu posso ter acesso ao parecer?

Sim. É direito do participante ter acesso ao parecer, todavia o nome do parecerista não pode ser divulgado.

- Quantos trabalhos eu posso enviar para o IH!?

Cada participante pode estar envolvido em apenas um trabalho, como autor ou  como co-autor.

- O autor e o co-autor precisam estar presentes durante a apresentação do trabalho?

Sim. Para que o trabalho seja publicado nos Anais do evento é necessário que tanto o autor como o co-autor estejam presentes para a apresentação do mesmo.

- Caso eu não consiga enviar o meu trabalho completo, o meu resumo será publicado?

Sim. Todos os resumos que forem aprovados pelos pareceristas e apresentados por seu autor e co-autor  serão publicados nos Anais do IH!.

OBS: Caso sua dúvida não tenha sido sanada, pedimos que entre em contato conosco para que, juntos, possamos construir mais uma edição do IH!

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IH! 2016

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CONVOCATÓRIA IH! 2016

A Comissão Organizadora do VI Encontro de Pesquisadores Iniciantes das Humanidades informa sobre a realização da sexta edição do evento que ocorrerá entre os dias 13 e 15 de dezembro de 2016. 

O evento visa contribuir para o aperfeiçoamento das pesquisas de graduandos e mestrandos na área de Ciências Humanas através do intercâmbio de metodologias e resultados, estimulando a produção acadêmica e buscando uma maior projeção dos trabalhos realizados por pesquisadores iniciantes. Confira abaixo o cronograma com as datas de cada etapa:

 

 

Atividade
Início
 Fim 
Inscrições
03 de outubro
25 de outubro
Cartas de aceite
13 de novembro
14 de novembro
Envio de trabalhos completos
15 de novembro
09 de dezembro

Fique atento ao nosso site http://pethistoriaufs.org/ e a página do IH! 2016 no Facebook https://www.facebook.com/IHencontro/ para acompanhar todas as informações sobre datas, regras e programação do evento. Em caso de dúvidas, entrar em contato via ih.humanidades@gmail.com.

Para ter acesso a ficha de inscrição, clique aqui

Para ter acesso as normas para submissão de trabalhos, clique aqui

Para ter acesso ao modelo de resumo para submissão, clique aqui

Para ter acesso ao modelo de trabalho completo para submissão, clique aqui

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To Be or Not To Be (Ser ou Não Ser) (1942)

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To Be or Not To Be (Ser ou Não Ser) é um filme norte-americano, anti-nazista e do gênero comédia. Foi lançado em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, e tem como diretor Ernst Lubitsch. O elenco conta com atores como Jack Benny, Carole Lombard e Robert Stack. Ao lado de O Grande Ditador (1940), é considerado um dos filmes mais contundentes contra o nazismo lançados durante o conflito. O título é baseado no solilóquio da peça “A Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”, de Shakespeare.

A película conta a história de um grupo teatral polonês, que veem sua capital, Varsóvia, sendo atacada em 1939 pelas tropas nazistas. A fim de ajudarem o movimento de resistência polonesa na luta contra o regime liderado por Hitler, os atores, que já vinham interpretando uma peça sobre os nazistas, se passam por oficiais da Gestapo (Polícia Secreta do Estado), para evitar que informações comprometedoras da resistência chegassem nas mãos dos nazistas.

As atuações do grupo são um sucesso e, além de conseguirem ajudar a manter a resistência viva, a trupe consegue um avião que os leva para a Inglaterra, onde dão continuidade à encenação da peça “A Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”, que fora interrompida devido à chegada da guerra na Polônia.

Portanto, To Be or Not To Be é tido como uma das maiores obras-primas de Lubitsch e busca provar que a comédia tem o poder de atingir as pessoas e mostrar os problemas da nossa realidade. Uma das lições mais belas do filme é a importância da arte como instrumento de contestação contra sistemas autoritários, sendo uma boa opção para professores que queiram trabalhar com a temática da Segunda Guerra Mundial.

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A Onda: A Contaminação Fascista (2008)

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O filme “Die Welle” (A onda) de nacionalidade alemã, foi lançado em 2008 e dirigido por Dennis Gansel. Baseado em fatos reais que ocorreram em uma escola norte-americana no ano de 1967, o episódio ficou conhecido como “The Third Wave” (A Terceira Onda). No filme, a experiência é vivenciada na Alemanha contemporânea, visando expor a formação de um movimento totalitarista, bem como suas práticas e posições.

Na película, o ator Jürgen Vogel incorpora de maneira convincente o professor Rainer Wenger, responsável pelas matérias de educação física e ciências sociais. O professor que era especialista em anarquia vê-se obrigado a lecionar sobre autocracia para uma turma de adolescentes, e, é durante essa experiência que o movimento é criado e batizado como “A Onda”. Na mente de Rainer, tudo não passava de aulas dinâmicas para os alunos compreenderem sobre autocracia, mas a situação foge do controle no instante em que todos passam a se vestir rigorosamente de branco, fazer pichações do símbolo do movimento em vários pontos da cidade e suprimir alunos que não faziam parte do grupo, assim, uma rede de opressão é criada dentro e fora da sala de aula.

Sempre mantendo em evidência as motivações dos principais integrantes da “Onda”, o filme encena excepcionalmente os processos que envolvem a criação de poderes indestrutíveis pela concentração de indivíduos que compartilham as mesmas ideias e que seguem as mesmas normas estabelecidas. Durante o filme são discutidas diversas ideologias e formas de governo, como o fascismo, o anarquismo, a autocracia e o nazismo. A partir disso, podemos contemplar como essas ideologias influenciaram os jovens ao longo do filme e as consequências disso.

Esta experiência cinematográfica pode ser muito bem utilizada como recurso didático em aulas de história, como também material de análise nas diversas temáticas abordadas na película.

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Titãs: A Vida Até Parece uma Festa (2009)

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Dirigido por Oscar Rodrigues Alves, o filme “Titãs: A Vida Até Parece uma Festa”, estreou no dia 16 de janeiro de 2009, contando a história da banda paulistana. Quando o disco “Cabeça Dinossauro”, foi lançado (1986), Branco Mello comprou uma câmera já pensando em fazer um documentário com seus companheiros do grupo, e começou a registrar tudo que acontecia com eles naquele momento de explosão musical dos anos 80. Certamente, o resultado é uma obra cinematográfica contendo ritmo de aventura, cenas inéditas da vida dentro e fora dos palcos, as brincadeiras do dia a dia, os obstáculos, gravações de álbuns antológicos e de grandes canções desde os primórdios do sucesso “titânico”.

Desta forma, o LP já citado não poderia deixar de fazer parte deste texto, pois possui um conteúdo histórico extremamente relevante. O álbum Cabeça Dinossauro foi incluído na lista dos 100 melhores discos da música brasileira, promovida pela revista Rolling Stone e ficando com a 19ª posição. Primeiramente, a capa deste vinil foi baseada em um esboço do pintor italiano Leonardo Da Vinci, intitulado “A expressão de um homem urrando”. Um outro desenho de Da Vinci, Cabeça grotesca, foi para a contracapa da obra musical.

Sem dúvida, em um ambiente estudantil altamente politizado, a música popular funcionava como arena de decisões importantes para a cultura brasileira e para a própria soberania nacional, assim, a imprensa cobria condizentemente os festivais, pois eram ponto de interseção entre os estudantes e a massa ampla de telespectadores. Esta era, naturalmente, maior do que a de compradores de discos.

A Faixa de abertura e título do álbum evidencia o quão a banda era inovadora para a época, com pouco mais de 2 minutos de música, possui apenas 3 versos, algo inusitado no Brasil, havia guitarras pesadas e uma batida de bateria inspirada em tambores indígenas da tribo Xingu; mostrando também o lado cultural que a música brasileira pode ter. Por outro lado, na música “Igreja”, ostentando um pouco mais de técnica e uma letra um tanto quanto questionadora, os roqueiros explicitavam todo o seu potencial para criticar certos costumes da sociedade de uma forma não-convencional e que chega sem enrolações aos seus ouvintes; um dos principais fatores que os levava a terem letras censuradas diversas vezes.

O hit “Polícia” tornou-se hino por ser tão realista (infelizmente) mostrando toda a corrupção da polícia no Brasil, um punk rock cativante e agitado que soa ainda melhor ao vivo; lançada também como um protesto sobre a Ditadura Militar no país. Do mesmo modo, trazendo o calcanhar no punk rock, porém, uma batida um pouco mais leve, “AA UU” é a primeira música de trabalho do LP; versos cantados rápidos e um refrão simples fazem desta um clássico da banda, sempre presente em seus shows até os dias de hoje.

Os Titãs já tocavam o clássico “Bichos Escrotos” desde 1982, mas não puderam gravá-la antes devido à censura, e mesmo após a ditadura o single foi proibido de tocar nas rádios por conta de palavrões em sua letra; mesmo assim, rádios se arriscaram, pagaram multas e tocaram a música. Em seus versos, o octeto cita os bichos considerados sinais de doença (Baratas, Ratos, Pulgas) fazendo uma alusão que assim é a vida do suburbano, cheio de lixo e para os bichinhos bonitinhos sumirem, porque não é essa a imagem da vida que a sociedade passa.

Outrossim, o rock assim como a bossa nova, não surgiu com a ideia de fazer músicas sofisticadas, mas eles são responsáveis pela quebra do estilo convencional. Portanto, estes saíram da mediocridade.

Apesar de Nora Ney, segundo Caetano Veloso no livro Verdade Tropical, ter sido a primeira mulher a cantar rock publicamente no Brasil, em um programa de auditório na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ela cantava sambas literários de Antônio Maria, ou seja, o rock foi um fato isolado de sua carreira, ela não pretendia dar continuidade ao ritmo, e sim prosseguir com o samba-canção. No entanto, Raul Seixas trouxe este estilo musical para questões sérias durante sua vida inteira.

De maneira idêntica, mais um compositor desta geração foi Vinicius de Moraes, ele foi o principal letrista da bossa nova, ou seja, o Brasil apresentava ter criado a mais graciosa forma de canção de protesto do mundo, diziam os críticos de música. Por isso, vale a pena lembrar que a criação de João Gilberto rivalizava com os Beatles nas paradas de sucesso nos Estados Unidos, fato que orgulha os saudosistas brasileiros.

Portanto, o filme que conta a história dos Titãs, aborda como funcionava o rock da geração 80, a mais produtiva do Brasil. Ou seja, os arranjos musicais, os figurinos, os programas de TV, os protestos contra a Ditadura Militar, e sobretudo as peculiaridades de um dos principais grupos musicais da história deste país.

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