Acolhimento de História 2018.1


 Olá, estudantes de História!

Convidamos a todos para participar do Acolhimento de História 2018.1 que ocorrerá nos dias 23 e 24 de abril. O evento é uma realização do Departamento de História em parceria com a PROGRAD, PROEX e PROEST.

Sabemos que a vida universitária envolve uma série de questionamentos e expectativas. Com este Acolhimento pretendemos ajudá-lo (a) a esclarecer o máximo de dúvidas possíveis e descobrir algumas das muitas possibilidades que a UFS pode oferecer. Por isso, nesta edição, a recepção será aberta para todos os alunos do curso.
Para maiores informações, entrem em contato conosco através do e-mail petufshistoria@gmail.com e confiram a programação do evento clicando aqui.

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Dica de Filme: Hércules (1997)


Hércules

 

Hércules é um longa-metragem produzido pela Walt Disney no ano de 1997, dirigido por John Musker e Ron Clements. Tornou-se o primeiro desenho animado da Disney a se inspirar em mitologia, diferente de todas as temáticas já lançadas.

O filme conta a história do herói grego Hércules, filho de Zeus, o deus dos raios e principal divindade do Monte Olimpo – local de morada dos deuses. De modo cômico, a trama relata como Hércules sobrevive a uma tentativa de assassinato feita a mando de Hades, deus do submundo e antagonista da história, porém, no processo acaba perdendo a sua essência divina, tornando-se um mortal dotado de uma força sobre-humana.  Adotado por uma família comum, o personagem cresce desconhecendo a sua verdadeira origem. Ao chegar na adolescência, Hércules descobre sobre o seu passado e assim inicia-se a narrativa do herói em busca de redenção – no caso, o retorno para junto da sua família celeste.

Diferente do que é contado na animação, o personagem não nasceu no Monte Olimpo, mas sim na terra, fruto do relacionamento de Zeus e Alcemna, uma mortal – era um “costume” deuses se envolverem com mortais em algumas das suas passagens entre os comuns. Hércules, provem do grego “Heraklês” (‘Hera’ de deusa Hera e ‘kléos’ de glória), sendo a personificação do esforço e do trabalho, pois, como um semideus, esse necessitava demonstrar o seu valor.

Apesar de não seguir fiel à lenda original, a película exibe de forma lúdica a temática da mitologia grega, simplificando um conteúdo mais denso para um público jovem. Dessa forma, o filme Hércules traz representações e características do mundo grego para crianças, tornando possível abordar temas como arquitetura, cultura e política na Grécia Antiga.

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Dica de Filme: Ele Está de Volta (2015)

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Baseado no livro de mesmo nome, do autor Timur Vermes, Ele Está de Volta (do original Er ist wieder da) é um filme alemão produzido pelo diretor David Wednt, lançado em outubro de 2015 (no Brasil em abril de 2016). A trama ficcional, sobre como seria a volta de Adolf Hitler nos dias atuais, tem nos papéis principais um elenco composto por atores como Oliver Masucci, Fabian Busch e Katja Riemann.

Nessa sátira, o enredo se inicia com o despertar de Hitler em 2015 sem memória do que aconteceu após a 2ª Guerra Mundial e, abismado com as mudanças na Alemanha, pauta seus objetivos na continuidade de planos supremacistas do Terceiro Reich. Assim, por conta de suas opiniões ácidas, acaba sendo confundido com um humorista politicamente incorreto que passa a ganhar adeptos na sociedade alemã e reconhecimento nos meios midiáticos. A partir disso, a narrativa torna-se ainda mais preocupante quando vemos cenas reais de alemães reproduzindo discursos preconceituosos pautados em um senso comum.

A principal problemática da película é justamente o esquecimento da História e do passado obscuro da Alemanha nazista que desencadeia na ascensão da extrema direita. E apesar de basear-se na realidade de um país, a crítica ao conservadorismo se faz necessária no contexto mundial, visto que os direitos de minorias vêm sendo ceifados por discursos de ódio e atitudes segregacionistas. Outra questão abordada é a xenofobia ou repulsa aos imigrantes, que implica na crise dos refugiados tão presente em notícias do nosso cotidiano, influenciada diretamente por representante políticos com ideais reacionários e nacionalistas.

Diante desse cenário, o papel dos historiadores é de suma importância para que o passado esteja sujeito a críticas e, consequentemente, as tragédias não sejam repetidas. Logo, é necessário um cuidado com os discursos públicos visto que estes exercem poder de influência na cultura de massa, tornando-se veículos de disseminação de ideologias. O filme é, então, uma boa ferramenta para o ensino de História ao abordar o desenvolvimento do conservadorismo e a legitimação das concepções políticas na sociedade.

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Resenha do livro “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen

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“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro de posse de uma bela fortuna deve estar à procura de uma esposa.”

É com essas palavras que Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito publicado em 1813. Uma das escritoras mais famosas do mundo, Jane desafiou as convenções sociais ao criticá-las pelas entrelinhas, pontuando seu livro com toques de humor que só uma observadora perspicaz e uma brilhante escritora poderia unir. Seus recursos de linguagem tinham um alvo específico: a sociedade provinciana inglesa do século XVIII.

Orgulho e Preconceito, livro mais conhecido da escritora, traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta o lar dos Bennet, família com não menos que cinco noivas em potencial: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia, tendo Elizabeth como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Ftzwilliam Darcy. O enredo aborda múltiplos aspectos: orgulho contra o preconceito e a ascendência social, equívocos e julgamentos que conduzem alguns personagens ao sofrimento, porém também os levam ao autoconhecimento e ao amor.

Neste livro, Jane Austen faz uma crítica à futilidade das mulheres do século XVIII na voz de Elizabeth Bennet. A história mostra como ela lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática.

Portanto, o livro pode ser considerado a obra-prima da escritora que, com sua refinada ironia, equilibra comédia e seriedade a uma observação meticulosa das atitudes humanas, desafiando os padrões impostos pela sociedade inglesa daquele período. Segundo o crítico literário Harold Bloom, “os livros de Jane Austen passaram para a posterioridade juntamente com os clássicos de William Shakespeare e de Charles Dickens.”

Referência Bibliográfica: AUSTEN, Jane. Orgulho e preconceito. Tradução de Lúcio Cardoso. São Paulo : Abril Cultural, 1982.

 

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Dica de Filme: A Duquesa (2008)

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A Duquesa é um filme britânico, lançado em 2008. Drama histórico dirigido por Saul Dibb, o longa-metragem foi vencedor do Oscar de melhor figurino. A película é baseada no livro de Amanda Foreman, que relata sobre a vida da aristocrata inglesa do século XVIII Georgiana Cavendish, duquesa de Devonshire. A produção conta com um elenco de peso formado por: Keira Knightley (Georgiana Cavendish); Ralph Fiennes (William Cavendish); Hayley Atwell (Elizabeth Foster); Charlote Rampling (Margaret, mãe de Georgiana); Dominic Cooper (Charles Grey).

Ambientado na Inglaterra do Século XVIII, o filme faz uma crônica da vida de Georgiana Spencer, que foi vítima da calunia e injúria por causa do seu comportamento extravagante tanto âmbito público quanto no privado. A personagem se destaca por sua beleza e pelo seu estilo de vida, participando ativamente das campanhas políticas e estando sempre rodeada pela classe artística.  Assim, é de fácil percepção que o filme possui em si um forte viés feminista ao tratar a questão do papel da mulher na sociedade. A duquesa se sobressai por fugir dos padrões da época, apresentando empoderamento com relação às falhas do seu casamento, além de apoiar as revoluções americana e francesa.

Desta forma, o enredo não é só uma história romântica, mas avança para uma denúncia e crítica do papel da mulher e, consequentemente, suas limitações ocasionadas por fatores históricos, sociais e ideológicos. Georgiana rompe com as limitações de sua época, quebrando as regras impostas pela sociedade patriarcal do seu período. Portanto, o filme A Duquesa auxilia o espectador a refletir a cerca de importantes questionamentos ainda latentes no nosso tempo.

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Processo Seletivo do Programa de Educação Tutorial 2017.2

comunicac3a7c3a3o-boneco-com-megafone2Entre os dias 13 e 20 de novembro de 2017, estarão abertas as inscrições para seleção de alunos que desejem integrar o Programa de Educação Tutorial do Departamento de História (PET/UFS).

Para participar da seleção, o aluno precisa ter Média de Conclusão (MC) igual ou superior a 6,0 e estar matriculado entre o 2º e o 5º período do curso de Licenciatura em História.

As inscrições poderão ser efetuadas das seguintes maneiras:

Pela tarde – das 14h às 18h na Sala do PET História (sala 11/DHI);

Em tempo integral – Enviando a ficha de inscrição (disponível aqui) e os documentos necessários digitalizados, para o e-mail: petufshistoria@gmail.com

Para mais informações sobre a seleção, confiram o edital clicando aqui.

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Acolhimento do Curso de História 2017.2

Olá, alunos do curso de História!

Convidamos a todos para participar do Acolhimento de História 2017.2 que ocorrerá nos dias 06, 07, 08 de novembro. O evento é uma realização do Departamento de História em parceria com a PROGRAD, PROEX e PROEST.

Sabemos que a vida universitária envolve uma série de questionamentos e expectativas. Com este Acolhimento pretendemos ajudá-lo (a) a esclarecer o máximo de dúvidas possíveis e descobrir algumas das muitas possibilidades que a UFS pode oferecer. Por isso, nesta edição, a recepção será aberta para todos os alunos do curso.

Para maiores informações, entrem em contato conosco através do e-mail petufshistoria@gmail.com e confiram a programação do evento clicando aqui.

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Resenha do livro “A Escola dos Annales 1929-1989″ de Peter Burke

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O livro “A Escola dos Annales” vem apresentar a visão e o rumo que a História tomou ao longo dos tempos, através dos métodos utilizados por aqueles que fizeram parte dos Annales, mostrado nas palavras do autor inglês Peter Burke.

Havia uma necessidade de mudanças, de tornar a História bem mais abrangente, em que o homem como historiador pudesse se redescobrir em meio a ela. Para tal, era preciso um material de trabalho que apresentasse um quadro de maiores possibilidades, que o levasse a criar e recriar novos tipos de abordagens para o entendimento da chamada “História Nova”, levada pelas três e principais gerações da Escola dos Annales, nas quais estiveram presentes os principais autores da época que tiveram papel direto e essencial para o avanço do movimento . Entre eles estavam March Bloch e Lucien Febvre (seus fundadores), que possuíam ideais parecidos quando se referem à história, mas comportamentos díspares visto que ambos tinham suas particularidades, que era o que os diferenciava. Seguidos por Fernand Braudel, Georges Duby, Jacques Le Goff, entre outros. Estes foram responsáveis por mudar a maneira de se estudar história, vista antes de um modo apenas tradicional.

Os autores que fizeram parte da Escola dos Annales tinham por objetivo em comum, como visto no próprio livro: “[...] de fazer dela um instrumento de enriquecimento da história…” (2010, p.8). Através de combinações que contribuíssem para a evolução da narrativa, tendo o movimento uma das características que mais se vê no livro, que é a questão da interdisciplinaridade, um dos fatores que possibilita novas invenções e parcerias com as outras ciências próximas, como por exemplo, a antropologia, ciências sociais e geografia que também tiveram seu importante papel.

O autor Peter Burke vem neste livro reavivar ao leitor o que se passou no mundo dos Annales, trazendo não só as qualidades desse movimento, mas mostrando também falhas e críticas que receberam na época. Ele tinha como objetivo trazer conhecimento de forma precisa, para a compreensão das várias questões que a rodeiam, abordando temáticas distintas, entre elas a História-Problema; História do Imaginário; História Quantitativa, cada uma em sua forma e especificidade. Além disso, apresentou divisões bem cronológicas no decorrer do livro, dividindo-o não apenas pelas principais gerações, mas também por temas, destacando as tendências de cada fase.

Do mesmo modo, a obra mostra que com a criação da chamada “Nova História” os profissionais uniram-se pelo interesse em comum, que era o estudo da história. Eles não permitiam mais serem diminuídos, o historiador estava sempre em busca de contribuir para o avanço da historiografia, através de novos objetos de estudo, utilização de diferentes fontes e métodos que deram início a um novo jeito de se pesquisar e estudar História, tornando a Escola dos Annales grande influência e referência para profissionais da área até hoje. Toda sua obra e o que sucedeu depois dela trouxe uma importante perspectiva sobre a contribuição do movimento dos Annales. Este colaborou bastante para a ampliação desses estudos e há um trecho que aponta bem isso: “O grupo ampliou o território da história, abrangendo áreas inesperadas do comportamento humano e a grupos sociais negligenciados pelos historiadores tradicionais” (2010, p.143). Com a colaboração de outras ciências os estudos e pesquisas puderam avançar num nível maior, trazendo novas descobertas essenciais para estória da historiografia.

Por outro lado, as formas de ver historiografia através dos Annales não se mantiveram apenas na França. O autor conta que houve uma grande expansão do movimento pelo mundo, o que explica toda a sua influência. Segundo Peter Burke, as ideias do grupo foram mais aceitas nas Américas, tendo o Brasil, onde as aulas ainda são lembradas, como o país onde a propagação foi maior. O estudioso cita ainda a Europa e a Ásia como lugares onde o movimento do Annales foi disseminado, exercendo influência não só na historiografia, mas também na área dos conhecimentos humanos, que são de grande valor.

Portanto, o movimento promove ainda hoje a ideia de uma história contínua, que traz consigo ações inovadoras para quem deseja iniciar um estudo mais abrangente na área, por exemplo, ou até mesmo para quem deseja estudar o próprio grupo dos Annales. Faz-nos pensar o quanto podemos aprender e evoluir, quando se possui fontes que agregam tanto à profissão de historiador, quanto ao pesquisador dando ideias e possibilidades que caminho seguir.

Referência: Burke, Peter. A Revolução Francesa da historiografia: a Escola dos Annales 1929-1989 / Peter Burke; tradução Nilo Odalia. – 2. Ed. – São Paulo: Editora da Unesp, 2010.

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Dica de Filme: O Ilusionista (2006)

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Produzido nos Estados Unidos, dirigido por Neil Burger e lançado no dia 8 de dezembro de 2006, o filme O Ilusionista teve roteiro e edição de Burger e Steven Milhallser. Desse modo, drama, romance e suspense marcam a trama, pois esta envolve o público através de surpreendentes desfechos utilizando-se de prestidigitação.

Se hoje a magia é vista como produtora de Arte Cênica, nem sempre ela teve essa conotação. Outrossim, há ilusionismo no mundo muito antes do que se imagina, pois já na Antiguidade, os faraós interagiam com sábios através de conhecimentos científicos capazes de produzir truques impressionantes até os dias atuais, por exemplo, imagens projetadas em três dimensões. De maneira idêntica, isto fica evidente na película por meio de técnicas utilizadas pelo mágico para produzir “espíritos” aplicando conhecimentos de refração da luz.

Além disso, a abordagem de Burger pode remeter a uma analogia com o estudo das diversas perseguições realizadas por inquisidores na Idade Moderna, visto que assim como no roteiro de O Ilusionista, os oprimidos do século XVII precisavam a todo momento provar que não tinham envolvimento com poderes sobrenaturais, salvando-se ou não de condenações.

Portanto, durante milênios Mágica e Ciência integravam uma só disciplina, uma vez que o conhecimento secreto foi utilizado tanto para o progresso de civilizações quanto para a defesa dos povos e demonstração de poderes, simulados graças a engenhosos efeitos. Ou seja, o estudo das artes milenares comprova as diversas utilidades de um aparentemente despretensioso espetáculo, do qual pode-se retirar informações a respeito do funcionamento de uma sociedade.

Referências:

DA SILVA, Felipe Thiago Teixeira. Abracadabra: História da Mágica e dos Mágicos. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2014.

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Dica de Filme: Negação (2017)

denial-poster-600x901Produzido em 2016 e lançado no Brasil em março de 2017, o filme Negação (Denial) tem como diretor Mick Jackson e conta com um roteiro produzido pelo dramaturgo britânico David Hare. Com os gêneros drama, crime e biografia, a película, de nacionalidade norte-americana e britânica, tem seu elenco composto por atores como Rachel Weisz, Timothy Spall, Andrew Scott e Tom Wilkinson. O longa-metragem possui uma duração de 1h50min.

Baseada em fatos reais, a produção se dedica a contar a história do processo judicial movido pelo historiador britânico David Irving, um negacionista do Holocausto, contra a historiadora norte-americana Deborah Lipstadt, professora de Judaísmo Moderno e Estudos sobre o Holocausto na Universidade Emory, em Atlanta. Na ocasião, Irving alegou que Lipstadt havia lhe difamado ao acusa-lo de distorcer os fatos ocorridos contra os judeus na Alemanha Nazista. O caso ocorreu em Londres, entre os anos de 1996 e 2000, e Irving saiu derrotado.

Dentre alguns temas que podem ser levantados a partir do filme, o principal deles é o Negacionismo. Tratam-se de teses, formuladas principalmente nos Estados Unidos e na Alemanha, que buscam negar o Holocausto aos judeus nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Motivados por racismo, posicionamentos políticos, antissemistismo e ligados a uma extrema direita, os negacionistas argumentam que: não houve genocídio e as câmaras de gás não existiram; as mortes do judeus foram ocasionadas por questões naturais, por timo ou em decorrência dos bombardeios dos aliados; o número de mortos, para a maioria dos negacionistas, não passariam de mais de duzentos mil; o genocídio é uma propaganda dos judeus e dos aliados.

A fim de legitimar seus discursos, os negacionistas utilizam-se do relativismo histórico e argumentam que os historiadores admitem trabalhar com múltiplas interpretações, sem que se possa considerar um delas dotada de verdade.  Além disso, as barreiras psicológicas e a dificuldade de algumas pessoas em acreditar no extermínio aos judeus contribuíram para a justificação destes argumentos.

Levando em consideração estas questões, Negação torna-se uma boa dica de filme para alunos e professores de História que queiram entender um pouco mais ou abordar a temática do Negacionismo ao Holocausto, e para pesquisadores da Segunda Guerra Mundial.

 

Referências:

UNITED States Holocaust Memorial Museum. Combate à Negação do Holocausto: Origens do “Negacionismo”. Disponível em: <https://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10007273>. Acesso em: 17 ago. 2017.

Negacionismo e intolerância no final do século XX.  JESUS, Carlos Gustavo Nóbrega de. In: Anti-semitismo e nacionalismo, negacionismo e memória: Revisão Editora e as estratégias da intolerância, (1987-2003). São Paulo: Editora UNESP, 2006, p. 21-50.

 

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